'Revolta dos coletores' complica negociações e pode colocar Ribeirão em crise
Agentes cruzam os braços à revelia do sindicato após contratação de temporários
, atualizado
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A crise na coleta de lixo em Ribeirão Preto se agravou com a paralisação espontânea dos coletores, que cruzaram os braços sem uma orientação formal do sindicato ou assembleia. A revolta acumulada fugiu ao controle institucional e afeta todo o município. Equipe terceirizadas (empresas de mão de obra) atuam neste sabado, 07/02).
Associações de chácaras, condomínios e complexo de bloco de apartamentos no dia de hoje, 07/02, como a Panorama em Bonfim Paulista (perímetro urbano), emitiram alertas aos moradores para gerir resíduos internamente neste sábado.
Outro condomínio residencial na região de Bonfim Paulista seguiu o exemplo. Já no complexo João Rossi, o mais populoso da cidade com 78 blocos de apartamentos, (1152 apartamentos aproximadamente cinco mil moradores) a coleta segue atrasada. (até as 16:30 horas). Os bairros, Vila Tibério e Ipiranga tem coleta irregular, ou atrasada.
Revelações sobre contratação temporários externos, empresa de mão de obra, com custos acima dos CLT (R$ 1.734) e o acordo rápido com outras categorias intensificaram a insatisfação e tensionaram o clima de revolta. Com mais coletores que motoristas, as negociações junto sindicalistas e trabalhadores tornarm mais tensas e complexas, também na relação entre trabalhador e sindicato.
Na sexta, a Estre fechou acordo coletivo da data base com o Sindicato dos Motoristas. “Chegamos próximo do que foi reivindicado. Estamos felizes com o resultado do impasse”, disse Walter Gomes, presidente do sindicato.
A Prefeitura, disse acompanhar de perto as negoaciação, sem interferência nas negociações sindicais e destacou que pagamentos estão em dia e cobrou da Estre Ambiental solução imediata. A empresa prometeu regularizar os serviços até no domingo, dia 08/02. O contrato anual com a Estre é de R$ 63,9 milhões (prorrogável e reajustável).Estre prometeu, via nota, normalizar serviços até domingo — isso antes da nova paralisação dos coletores.
A queixas dos agentes incluem defasagem salarial (dos atuais R$ 1.734 base), rotas sobrecarregadas pelo crescimento urbano sem novas equipes, restrições de tempo e extras, descontos indevidos em holerites e benefícios inferiores a outras categorias e a recente contratação de temporários. Um coletor reclamou à reportagem sob compromisso de anonimato: “Número crescente de condomínios para as mesmas equipes. Logo teremos 23 novos”.
Íntegra da Nota à Imprensa da Estre
A Estre Ambiental, após negociações com os sindicatos que representam as categorias de coletores e motoristas, informa que, na manhã desta sexta-feira (06), todas as equipes voltaram ao trabalho normalmente e a coleta de resíduos já está ocorrendo em toda a cidade.
Diante dessa essencialidade do serviço de limpeza urbana, a previsão é de que a regularização da coleta completa ocorra até domingo (08).
Reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade do contrato, a continuidade dos serviços essenciais, a Estre trouxe reforço de mão de obra para que os colaboradores concluam seus serviços sem sobrecarga.
A negociação com os sindicatos segue de forma responsável e transparente e a definição final será anunciada no momento oportuno.
Assessoria de Imprensa Estre Ambiental
Nota à Imprensa da Prefeitura
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que as tratativas do Acordo Coletivo de Trabalho competem exclusivamente à empresa contratada e às entidades sindicais que representam motoristas e coletores. A administração municipal afirma, porém, que acompanha de perto o andamento das negociações para avaliar possíveis impactos na prestação do serviço e, se necessário, cobrar da empresa a adoção de um plano emergencial que assegure a continuidade da coleta, considerando o impacto direto que uma eventual paralisação teria sobre a cidade.
Imprensa Oficial
A reportagem não conseguiu contato com o Sindicato dos Coletores. Se houver manifestação, esta matéria será atualizada.
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