O Narciso com mandato
Mas Weber foi preciso. Não falava da vaidade do homem comum, que quer o carro melhor, a casa maior, o olhar dos vizinhos. Essa é inocente. Fere apenas o bolso e o orgulho. A vaidade do político é outra. É a vaidade de quem tem nas mãos o destino de gente que nunca viu o rosto dele. O político não quer mostrar-se. Quer decidir. Quer o poder de comandar vidas. E quando esse desejo se separa