De 'medalhões' a 'operários', políticos saem à caça de votos
Ao menos oito candidatos da cidade aparecem com chances de conquistas vagas no Legislativo; Baleia é certeza na lista
, atualizado
Compartilhar notícia
Ribeirão Preto entra na eleição de 2026 com chance real de aumentar sua representatividade nos Legislativos estadual e federal. Hoje com um federal e dois estaduais, a cidade tem quatro candidatos locais à Câmara dos Deputados apontados como competitivos e outros quatro com chances reais de uma vaga na Alesp.
Segundo especialistas que trabalham com políticos e política ouvidos pela reportagem, Baleia Rossi (MDB) e Duarte Nogueira (PSD) aparecem com a vaga encaminhada em Brasília - Baleia sendo apontado como eleito, e Nogueira como quase eleito. Já Hágara (Avante) e Marco Aurélio (Novo) também apresentam bons índices de intenção de voto segundo pesquisas na cidade, mas dependem do desempenho de seus partidos para transformar a votação em uma cadeira.
"Acredito que Baleia está eleito e o Nogueira mostra, mais uma vez, que sabe como tocar uma campanha. Ele foi extremamente pragmático e usou o recall de oito anos como prefeito", avalia o jornalista José Fernando Chiavenato.
Na disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo, a cidade, que hoje tem dois deputados — Léo Oliveira (MDB) e Rafael Silva (PSD) —, pode ao menos manter sua representação. Isso porque Duda Hidalgo (PT) e Rafael Júnior (PP) aparecem bem colocados nas pesquisas e, dispondo de estrutura partidária, têm condições de buscar a vaga.
"As duas campanhas foram bem feitas e muito estruturada. Não faltou recurso e os partidos terão bom desempenho. As chances são boas", avalia Luiz Rufino, cientista político.
AZARÕES
Isaac Antunes (PL), candidato que mais recebeu recursos entre os concorrentes à Alesp, também é uma incógnita. Ele vem ampliando suas votações e aparece bem colocado nas pesquisas. Com o maior valor financeiro entre os candidatos à Alesp, tem equipe e estrutura, mas enfrenta forte concorrência dentro da própria legenda.
Já Léo Oliveira enfrenta um cenário difícil , segundo os analistas, para a reeleição, embora tradicionalmente receba votações expressivas no município. "A pesquisa mostra uma queda na intenção de votos e a disputa no MDB será intensa", avalia Rufino.
IMAGEM É TUDO
Além dos candidatos que disputam diretamente uma vaga, há aqueles que buscam nessa disputa ampliar o capital político para eleições futuras. "Quem é visto é lembrado, e muitos candidatos querem exatamente isso: se tornarem opções para 2028", indica Álvaro Guedes, cientista político ligado à Unesp.
Nesse grupo estão, em sua maioria, políticos que ocupam ou já ocuparam cargos públicos, especialmente mandatos de vereador, e devem registrar votações que, se insuficientes para conseguir a vaga em 2026, podem credenciá-los para uma vaga à vereança - ou mesmo à prefeitura - em 2028.
É o caso dos atuais parlamentares André Rodini (Novo) e Perla Muller (PT), além dos ex-vereadores Marcos Papa (PSB), André Trindade (União Brasil) e Gláucia Berenice (Republicanos).
LUGAR AO SOL
Há ainda candidatos que apostam em lideranças locais — seja pela atuação em uma região da cidade, pela profissão ou pela presença partidária. Girlei Marconi, por exemplo, busca representar a Vila Tibério. Delegado Diógenes (Podemos) e o advogado Dázio Vasconcelos (PSD) têm como referências suas trajetórias profissionais. Alessandro Hirata, por sua vez, concorre à Alesp como presidente do PSDB, e Matheus Coelho (PSB), candidato a federal, quer aproveitar a meteórica candidatura a prefeito nas eleições 2024 para ganhar musculatura para eventual candidatura em 2028.