Entidades de RP cobram andamento da Sevandija
No STF desde 2022, caso aguarda definição sobre validade das escutas telefônicas; pedido de Gilmar Mendes barra votação desde 2025
, atualizado
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O Fórum de Entidades de Ribeirão Preto (FERP) protocolou um ofício no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo celeridade no julgamento do processo relacionado à Operação Sevandija. A data marca os dez anos da operação, considerada o maior escândalo político da história de Ribeirão.
O documento foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, presidente da Segunda Turma do STF, e solicita a inclusão em pauta do Recurso Extraordinário nº 1.422.722, relatado pelo ministro Kassio Nunes Marques.
Em 2022, o STJ considerou que as autorizações judiciais para as escutas não apresentavam fundamentação suficiente. Com isso, anulou as provas e os atos processuais que delas decorreram. O caso foi enviado ao STF. Marques, relator do caso no STF, inicialmente manteve a nulidade das provas. Em 2024, porém, mudou de posição e passou a considerar válidas as interceptações. O julgamento na Segunda Turma foi suspenso em 2025 após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Em março de 2026, Mendes retirou o caso do julgamento virtual e determinou que ele fosse analisado presencialmente pela turma.Desde então, o caso aguarda andamento no Supremo.
O CASO
Deflagrada em 1º de setembro de 2016, a Sevandija investigou um esquema de desvio de recursos públicos que superam, segundo o Ministério Público, R$ 200 milhões. Ao longo do processo, 32 pessoas — entre políticos, empresários, advogados e a então prefeita Dárcy Vera — foram condenadas por crimes como peculato e lavagem de dinheiro.
Se o STF validar as interceptações, os processos poderão continuar com o aproveitamento das principais provas obtidas na investigação. Em caso contrário, aproximadamente 90% das provas que sustentam os inquéritos devem cair - o que causará a anulação de boa parte das denúncias.
LIBERDADE
Segundo o FERP, os acusados permanecem em liberdade enquanto o processo aguarda uma decisão definitiva. A entidade defende que o caso seja analisado pelo Supremo."O pedido é pelo direito da sociedade a uma decisão", afirma.