MP pede pena de prisão para influencer petista

Em alegações finais, promotoria defendeu a condenação de Aline Bardy Dutra por injúria racial e resistência com pena inicial no semiaberto

, atualizado

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O Ministério Público Estadual de Ribeirão Preto pediu à Justiça que a professora e influenciadora Aline Bardy Dutra, filiada ao PT, seja condenada pelos crimes de injúria racial, desacato e resistência à prisão. O órgão também recomendou que o regime inicial de cumprimento da pena seja o semiaberto, o que significa sair durante o dia para trabalhar ou estudar, mas retornar à unidade prisional ou colônia penal à noite.

Os pedidos constam nas alegações finais apresentadas pelo promotor José Ademir Campos Borges na ação penal que aline responde desde o final do ano passado, após ser presa em flagrante na região central da cidade.

Ela teria interrompido uma abordagem policial e, se dirigindo a um agente negro, disse que "um preto estava fodendo outro preto".

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, a petista também menospreza o bairro Quintino, na Zona Norte, e disse que a prisão "faria dela deputada federal".

Solta em audiência de custódia, ela se afastou das redes sociais e anunciou a própria internação em uma clínica para o tratamento de dependência do álcool. Os perfis dela nas redes foram reativados no último trimestre. Apenas no Instagram, a influenciadora tem mais de 860 mil seguidores.

Para o promotor, as provas do processo permitem a condenação. "Aline, de forma dolosa, ofendeu a dignidade e decoro, por meio de elementos de raça, cor e etnia contra o policial Venâncio, e também dolosamente desacatou os policiais (e a própria corporação da Polícia Militar) e resistiu ao cumprimento de sua ordem legítima de prisão em flagrante", afirmou o MP.

O processo está em fase de alegações finais pela defesa da influenciadora. Após o prazo estipulado, a juíza Carolina Moreira Gama, da 2ª Vara Criminal de ribeirão Preto, deve julgar o caso. A expectativa é de que a sentença seja divulgada ainda em 2026