Justiça prepara julgamento de Bigodini para segunda
Parlamentar responde por fraude processual, embriaguez ao volante e falsidade ideológica; eventual condenação pode complicar mandato
, atualizado
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O vereador Roger Ronan da Silva, o Bigodini (MDB), será submetido a julgamento na próxima segunda-feira (29), na 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. A audiência de instrução e julgamento foi marcada pela Justiça e contará com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa. A sentença deve sair nos próximos meses.
Bigodini responde por falsidade ideológica, fraude processual e embriaguez ao volante, crimes relacionados ao acidente de trânsito ocorrido em setembro de 2025 na Avenida do Café. Na ocasião, o carro em que o vereador estava com a namorada, Isabela de Cássia de Andrade Faria, colidiu contra uma árvore.
Bigodini alegou que Isabela — que não possuía Carteira Nacional de Habilitação — dirigia o veículo, mas um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o parlamentar saindo do banco do motorista logo após a batida. Nenhum dos dois se submeteu ao teste do bafômetro, embora autoridades tenham registrado que o vereador apresentava sinais de embriaguez.
Segundo o MP, o vereador, embriagado, "dirigiu em alta velocidade, efetuou manobras perigosas, evidenciando o absoluto descaso em relação às regras de segurança viária". A namorada dele também responde pelos mesmos crimes. Em sua defesa, o parlamentar não nega os fatos, mas aponta conduta supostamente irregular do MP ao não oferecer um acordo para que o vereador não fosse processado.
PENAS
As penas previstas para os crimes somados podem ultrapassar cinco anos de reclusão, além de multa. A falsidade ideológica tem pena de um a cinco anos de reclusão; a fraude processual, de três meses a dois anos; e a embriaguez ao volante, de seis meses a três anos de detenção, além de suspensão da habilitação.
O caso também teve desdobramento na Câmara. O Conselho de Ética da Casa aplicou a Bigodini uma suspensão de 180 dias do mandato, sem remuneração, pena cautelar que já foi cumprida. O vereador retornou às sessões nas últimas semanas.
Se condenado na esfera criminal, Bigodini poderá responder ainda por quebra de decoro parlamentar no Legislativo, com risco de cassação do mandato.