Clubes brasileiros ameaçam parar por causa das Bets

Funcionamento de empresas de apostas, que patrocinavam boa parte dos times, foi proibido pelo governo

, atualizado

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Paralisação do futebol é uma possibilidade real após proibição das Bets
Paralisação do futebol é uma possibilidade real após proibição das Bets - Foto: Thiago Ribeiro/CBF
Paralisação do futebol é uma possibilidade real após proibição das Bets - Foto: Thiago Ribeiro/CBF

Dirigentes de clubes da elite do futebol brasileiro discutem a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o governo federal após a proibição das casas de apostas no país. A proposta surgiu em conversas sobre uma reação conjunta à medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A interrupção da competição, porém, permanece como uma possibilidade debatida nos bastidores.

Os clubes reivindicam um período de transição para reorganizar suas finanças diante da saída de empresas que ocupam espaços de destaque nos patrocínios esportivos. O argumento é que a perda imediata dessas receitas compromete despesas previstas para 2026 e obrigações assumidas para 2027.

A mobilização também busca uma participação mais ativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas negociações com o governo.

A preocupação envolve uma fonte expressiva de financiamento. De acordo com levantamento da consultoria Convocados e da gestora Outfield, citado pela Reuters, os clubes da Série A receberam aproximadamente R$ 1 bilhão em publicidade de empresas de apostas em 2025, valor próximo de 10% de suas receitas recorrentes.

Representantes do setor alertam que os efeitos podem alcançar contratações, salários e negociações de jogadores, além de receitas relacionadas à publicidade nos estádios e às transmissões.