FIFA quer acabar com a cera nos jogos de futebol
Entidade máxima do esporte estuda mudança nas regras para evitar paralisações intencionais na partida por iniciativa dos jogadores
, atualizado
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A prática da chamada "cera" no futebol — quando jogadores retardam o reinício da partida para ganhar tempo ou diminuir o ritmo do adversário — pode estar com os dias contados. A FIFA estuda tornar obrigatória a permanência de pelo menos um minuto fora de campo para atletas que receberem atendimento médico por lesão durante o jogo.
A informação foi divulgada inicialmente pela BBC. A proposta ainda depende de aprovação da International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por regulamentar as regras do futebol. A entidade realizará sua reunião anual no próximo sábado (28), quando o tema estará em pauta. Segundo a Fifa, a medida busca coibir a cera e reduzir simulações de lesão, já que obrigaria o jogador atendido a permanecer temporariamente fora do gramado.
A possibilidade de estabelecer um tempo mínimo para esse tipo de atendimento já havia sido discutida em reunião da IFAB, em janeiro, mas não houve consenso à época. No encontro deste fim de semana, também deve ser debatida a ampliação do uso do árbitro assistente de vídeo (VAR) em diferentes situações de jogo.
Experiências recentes servem de base para a discussão. Na temporada 2023/24, a Premier League adotou um tempo mínimo de 30 segundos fora de campo para atletas atendidos, mas voltou atrás no ano seguinte. Em dezembro passado, a Fifa realizou um teste mais rigoroso, com afastamento de dois minutos, durante a Copa Árabe da FIFA.
A decisão da IFAB poderá representar mais uma mudança significativa nas regras do futebol, com impacto direto na dinâmica das partidas.