SPFC: de exemplo de gestão a caso de polícia

Operação investiga esquema ilegal de venda de camarotes no Morumbi

, atualizado

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O São Paulo Futebol Clube sempre foi um exemplo de administração como um time de futebol. Mas nos últimos tem sido comandado por dirigentes irresponsáveis. Como é o caso de Julio Cesar Casares, presidente afastado por impeachment. O clube que era um modelo de gestão, agora é caso de polícia, Ministério Público, esquema ilegal de venda de ingressos, desvio de dinheiro de venda de jogadores, depósito em dinheiro na própria conta do presidente, e por aí vai.

Há quem diga que ele vai renunciar, será ? A verdade é que ele não tem a mínima condição de continuar no cargo. A votação dos conselheiros a favor do impeachment foi massacrante: 188 a favor do seu afastamento imediato e apenas 45 contra. Veja a cronologia dos fatos.

A crise ganhou força a partir de 16 de dezembro de 2025, quando veio a público um esquema ilegal de venda de ingressos para shows realizados em um camarote do Morumbis. Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do clube e ex-esposa do presidente, além de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, foram citados no caso e solicitaram afastamento de suas funções. A Polícia Civil instaurou inquérito para apuração dos fatos.

Dias depois, em 22 de dezembro, reportagem do UOL revelou que a Polícia Civil também investiga um suposto esquema de desvio de recursos na venda de jogadores, com origem em 2021, início da atual gestão. A partir dessa denúncia, a oposição decidiu avançar com o pedido de afastamento do mandatário.

No dia 6 de janeiro, as investigações apontaram movimentações financeiras suspeitas atribuídas a Julio Casares, com base em relatórios do Coaf. Segundo a apuração, o presidente teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025. A defesa nega qualquer irregularidade.

Também foram identificados 35 saques em espécie das contas do São Paulo entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões. O ex-diretor adjunto de futebol Nelson Marques Ferreira passou a ser investigado após a revelação de que abriu 15 empresas enquanto atuava no clube.