Recurso do Colégio suspende inquérito sobre facada em aluno
Recurso da escola será analisado pelo Conselho Superior do Ministério Público, que decidirá o futuro da investigação sobre possível omissão
, atualizado
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O Colégio Itamarati, de Ribeirão Preto, recorreu contra a instauração do inquérito civil aberto para investigar eventual omissão da instituição no caso do ataque a faca entre dois estudantes. O recurso tem efeito suspensivo e colocou a apuração na dependência de uma decisão do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo (CSMP). Conforme o resultado, o procedimento poderá retomar seu curso ou ser encerrado.
A informação foi confirmada pela Comunicação do Ministério Público ao Jornal Ribeirão na terça-feira (20)."O MPSP informa que a escola recorreu da instauração do Inquérito Civil para o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). O recurso tem efeito suspensivo", respondeu Mariana Almeida, da Comunicação do órgão.
Alertas anteriores
Instaurado em 24 de agosto e conduzido pelo promotor de Justiça Moacir Tonani Junior, o inquérito civil tem como objetivo verificar se os responsáveis pela escola foram omissos diante das circunstâncias que antecederam a agressão.
O episódio ocorreu em 21 de agosto, quando um estudante atingiu outro com uma faca que teria sido obtida no interior da unidade. Segundo a divulgação institucional feita pelo Ministério Público na abertura do procedimento, o adolescente apontado como autor vinha sofrendo bullying de colegas da mesma série, inclusive pelas redes sociais, e havia manifestado à família o desejo de deixar de frequentar a escola.
Um dos pontos centrais é o relato de que a mãe teria procurado a instituição no início daquela semana para comunicar a situação.
Após o episódio, pais de alunos relataram à imprensa problemas em grupos de WhatsApp formados pelas crianças e adolescentes, como episódios de provocações, ofensas, exclusões, conteúdos impróprios e falas agressivas e de teor racial.
Em nota, o colégio disse que não comentaria o andamento do procedimento de investigação. "A instituição informa que, em razão do caráter sigiloso do procedimento em curso, não comentará publicamente seus aspectos específicos ou o recurso apresentado". Reiterou ainda que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários e colaborar com as apurações, respeitando os limites legais e a proteção das informações dos envolvidos", diz o texto
Além da investigação cível, conduzida pelo Ministério Público, o caso também é apurado pela Polícia Civil, como ato infracional. Por envolver dois menores, a investigação corre em sigilo.