Região de Ribeirão Preto tem alta de 81% na venda de imóveis usados
Dados são do Creci mostram um mercado aquecido, mesmo com alta nos juros; proximidade com o período eleitoral fez agosto registrar queda
, atualizado
Compartilhar notícia
A região de Ribeirão Preto registrou uma alta de 81% na venda de imóveis usados nos oito primeiros meses de 2026. Os dados são do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) e mostram um mercado aquecido, mesmo com a alta taxa de juros no país.
O resultado era ainda mais positivo até agosto, quando houve retração de 23,3%. A pesquisa de agosto reuniu informações de profissionais que atuam em cidades da região, como Barrinha, Batatais, Cajuru, Jaboticabal, Jardinópolis, Luís Antônio, Mococa, Nuporanga, Orlândia, Pitangueiras, Pradópolis, Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, Serra Azul e Sertãozinho.
Segundo o presidente do conselho, José Augusto Viana Neto, o período eleitoral fez os compradores adiarem a decisão de assinar novos contratos.
"É natural que a instabilidade política afete as vendas e isso ocorreu em quase todas as regiões do Estado. Mesmo assim temos um cenário muito positivo ao longo do ano", analisa.
De acordo com a pesquisa o conselho, a faixa de preço entre R$ 201 mil e R$ 300 mil concentrou a maior parcela das vendas, com 33,3% das negociações. Em seguida, apareceram os imóveis acima de R$ 501 mil, responsáveis por 23,8% das vendas, e as propriedades de até R$ 200 mil, com 22,2%.
Os imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil representaram 17,5% das negociações, enquanto a faixa entre R$ 401 mil e R$ 500 mil correspondeu a 3,2%. A distribuição mostra um mercado dividido entre imóveis de valor intermediário, que concentram a maior demanda, e propriedades de padrão mais elevado, que também tiveram participação relevante no período.
As demais regiões da cidade e os municípios do entorno concentraram 54,7% das vendas realizadas em agosto. Apesar de continuarem liderando, essas localidades apresentaram participação próxima à observada nas áreas nobres, que responderam por 37,7% das negociações.