Após nova alta, cesta básica chega a R$ 821 em Ribeirão
Levantamento realizado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi, ligado à Acirp, mostra aumento médio de 2,3% em setembro na comparação com o mês anterior; região central tem maior preço
, atualizado
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A custo médio da cesta básica chegou a R$ 821,01 em setembro, alta de 2,3% em comparação com o mês anterior. É o que aponta um levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB), ligado à Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto). A coleta de dados foi feita nos dias 16 e 17 de setembro.
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 844,16), foi a única a registrar recuo no mês, de 1,67%.
A região Oeste apresentou o menor valor médio (R$ 796,42), com alta de 0,6%. Nas demais regiões, observou-se variação de 9,65% na Norte (R$ 826,45), 1,28% na Leste (R$ 820,80) e 2,19% na Sul (R$ 828,52).
Entre as principais variações de preços observadas no período, destacaram-se as altas do tomate italiano ( 11,6%) e da carne bovina ( 2,2%), movimentos que responderam, em grande parte, pelo aumento do custo total da cesta básica na cidade.
De acordo com os analistas do IEMB-Acirp, a diferença de preço do tomate refletiu a menor disponibilidade após a intensificação da colheita em agosto e a transição da safra de inverno. Já a carne bovina, por sua vez, acompanhou a valorização do boi gordo e o aumento dos custos de reposição do rebanho, que pressionaram as margens dos pecuaristas.
A farinha de trigo (-3,8%) e do café em pó (-2,9%) foram os produtos com maior redução no período analisado. Este último acompanha o recuo das cotações do grão. O IEMB informa, contudo, que as quedas apenas atenuaram parcialmente a subida do custo geral da cesta no mês.
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 54,75% da renda mensal apenas com gastos alimentares em setembro. Nesse cenário, para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 120,46 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 2,74 horas em relação a agosto.
Metodologia
A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).