Temporal interrompeu atividades de 75% das empresas, diz Acirp

Levantamento feito com associados relatam que destelhamento e queda no sinal de internet foram os problemas mais recorrentes; quase metade dos afetados não tinham seguro

, atualizado

Compartilhar notícia

Ribeirão Preto ainda enfrenta falta de energia após temporal na sexta
Ribeirão Preto ainda enfrenta falta de energia após temporal na sexta - Foto: Agência Brasil
Ribeirão Preto ainda enfrenta falta de energia após temporal na sexta - Foto: Agência Brasil

O temporal registrado em Ribeirão Preto no dia 24 de julho interrompeu as atividades de 74,6% das empresas consultadas pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp). Para 58,4% delas, a paralisação durou pelo menos um dia. A queda no faturamento foi relatada por 66,3% dos entrevistados.

O levantamento ouviu voluntariamente 178 empresas, entre 27 de julho e 7 de agosto, por meio de questionário on-line. A pesquisa também revelou que 42,7% dos participantes não possuem seguro.Entre os principais impactos, 79,2% das empresas ficaram sem energia elétrica e 84,8% perderam o acesso à internet.

Dos empresários que conseguiram estimar as perdas, 41,6% apontaram prejuízos de até R$ 10 mil. Em 7,3% dos casos, os danos ultrapassaram R$ 50 mil. Os problemas mais citados foram destelhamento, mencionado por 25,8% dos participantes, e danos em equipamentos, relatados por 23,6%.

Também foram registrados prejuízos em estoques, alagamentos, danos em fachadas e estruturas, equipamentos queimados, queda de árvores e dificuldade de acesso aos estabelecimentos.

REIVINDICAÇÃO

A principal reivindicação dos empresários é a criação de linhas de crédito com juros reduzidos, apontada por 53,4% dos entrevistados. Outros 29,2% pedem prioridade no restabelecimento da energia elétrica.

A presidente da Acirp, Sandra Brandani Picinato, afirmou que os eventos climáticos extremos criaram uma realidade para a qual muitas empresas não estavam preparadas. Segundo ela, "é necessário elaborar estratégias para evitar que a cidade volte a parar diante de novos temporais".

A entidade afirma que está articulando três alternativas de financiamento: uma linha do governo estadual, uma opção por meio de cooperativa de crédito e outra oferecida pelo Fundo de Impacto Estímulo, organização que já atuou na recuperação de empresas afetadas por desastres no Rio Grande do Sul.

NÚMEROS

7,3% das empresas

entrevistadas afirmaram ter perdido mais que R$ 50 mil

84,8% das empresas

perderam acesso à Internet