Supermercados de RP projetam crescimento acima da média

Alta nos negócios gerados na região deve superar 2,8%, acima da média estadual; em 2005 setor faturou R$ 25 bilhões; crescimento fica acima da média do estado, segundo entidade

, atualizado

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Os supermercados da região de Ribeirão Preto projetam fechar 2026 com um crescimento 2,8%, ligeiramente acima da média estadual, que deve ficar em 2,5%. A estimativa é da Apas (Associação Paulista de Supermercados), que realizou esta semana, na cidade, mais uma edição da sua feira de negócios.

A região conta com 2.467 supermercados, que empregam mais de 51 mil pessoas. Em 2025, o faturamento do setor na região foi de cerca de R$ 25 bilhões.

Na Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Ribeirão, responsável pela análise de grandes projeto, tramitam hoje cinco estudos para implantação de supermercados ou atacarejos. Todos com quadro de funcionários previsto acima de 100 colaboradores.

"O setor poderia estar crescendo mais. Ribeirão é acima da média do Estado. É uma região pujante, com renda per capita maior do que a média, mas a falta de mão de obra tem atrapalhado sim o crescimento e a operação. Você pode ir a vários supermercados e vê caixas fechados, falta de gente em padarias e açougues. A modernização das relações trabalhistas diminuiria o problema de mão de obra", analisa Erlon Ortega, presidente estadual da entidade.

As pequenas, médias e grandes lojas associadas à Apas somam hoje 25 mil vagas abertas em todo o Estado de São Paulo. Desse total, 2,5 mil estão disponíveis na área de atuação da diretoria regional de Ribeirão Preto.

"Tem empresários que estão segurando um pouco os investimentos ou demorando para inaugurar porque precisa fechar o quadro. Se não fosse essa falta de mão de obra, o crescimento poderia ser ainda maior. Todo supermercadista quer estar aqui em Ribeirão", aponta José Carlos Rinaldi, que dirige a regional da Apas.

Como "antídoto" para o problema, a entidade propõe que o projeto de lei que acaba com a escala 6X1, aprovado na Câmara e em tramitação no Senado, permita a adoção de uma jornada livre, definida por horas, com direitos trabalhistas compatíveis com o tempo trabalhado.

"Essa (fim da escala 6X1) é uma demanda do jovem. É o jovem que não quer ficar preso a uma jornada. Ele quer trabalhar no mercado de manhã e empreender a tarde. Estudar durante a semana e trabalhar no sábado e domingo. Quer ser livre. E a maior parte da nossa mão de obra é de jovens. Temos total interesse nessa discussão e esperamos que ela aconteça no Senado", completa Ortega.