Para economista, aumento tem impacto direto no poder de compra
, atualizado
Compartilhar notícia
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43.
Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 57,44% da renda mensal apenas com gastos alimentares em junho.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 126,36 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 3,54 horas em relação a maio, indicando nova redução do poder de compra no período.
Para o economista Álvaro Merlin, da Universidade de São Paulo, o que mais chama atenção no levantamento é o impacto direto no poder de compra da população. "Quando mais da metade do salário mínimo líquido é comprometida apenas com alimentação básica, isso evidencia um forte desgaste da renda das famílias e redução da capacidade de consumo em outras áreas da economia."