Com frio e Copa, comércio espera alta nas vendas
Crescimento projetado é de até 3% na comparação com junho de 2025, segundo Sincovarp; pesquisa mostra ainda churrasco mais caro
, atualizado
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O Comércio de Ribeirão Preto projeta crescimento médio de 1,5% a 3% nas vendas de junho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado quando foi registrada alta média de 1,7% em relação a junho de 2024. Os dados são do SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e CDL RP (Câmara de Dirigentes Lojistas), por meio do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo).
Os fatores que devem impulsionar o resultado são Dia dos Namorados, clima frio, temporada de festas juninas e, nesse ano, a Copa do Mundo. Segundo as entidades, 61% dos ribeirão-pretanos devem consumir algum produto ou serviço alusivo ao maior torneio de futebol do planeta.
Já projeções sobre o Dia dos Namorados indicam que 63% dos consumidores ribeirão-pretanos pretendiam ir às compras, com ticket-médio variando entre R$ 250 e R$ 300.
"Por ser uma capital regional de consumo, Ribeirão Preto também costuma receber grande parte dos consumidores da região. O desempenho do Dia dos Namorados, que será o maior pico de vendas de junho, acaba servindo como um 'termômetro' para o restante do ano", observa Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV SINCOVARP/CDL RP.
SEM PICANHA
Ainda segundo Galli, outra pesquisa indica que a alta média acumulada da cesta de produtos de churrasco, nos últimos 12 meses, foi de 3,1% até abril. As maiores elevações foram nos preços da cebola, tempero misto e carnes. Além disso, as bebidas mais consumidas durante os jogos também registraram alta, como a cerveja (5,1%), o refrigerante e a água mineral (ambos com 5,59%).
"Muitos não conseguem comprar presente de Dia dos Namorados e, ao mesmo tempo, gastar com experiências ligadas à Copa do Mundo da forma como gostariam. Mas a expectativa é de que, no geral, as vendas de junho fechem o primeiro semestre de 2026 com variação positiva. Já no restante do ano, pós-Copa do Mundo, será outra história. Vêm aí as eleições com toda a turbulência provocada pela intensa polarização política que predomina no Brasil. A conferir", finaliza Diego Galli Alberto.