Venda de imóveis explode 103% e sinaliza retomada em 2026
Demanda reprimida em janeiro foi compensada; setor de locações mantém trajetória positiva
, atualizado
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O mercado imobiliário de Ribeirão Preto e região registrou, em fevereiro de 2026, um movimento consistente de retomada, consolidando um cenário de recuperação após a retração observada no início do ano. Levantamento do Creci-SP, com base em 21 municípios, aponta crescimento expressivo de 103,7% nas vendas de imóveis residenciais usados. Já o segmento de locação manteve trajetória positiva, com alta de 8,93%.
O avanço nas vendas reflete a reativação de uma demanda reprimida em janeiro, período marcado por maior cautela dos compradores. Em fevereiro, a melhora na previsibilidade financeira das famílias e a adaptação às condições de crédito favoreceram a retomada das aquisições. O desempenho também dialoga com fatores estruturais da economia regional, como a diversificação produtiva, o dinamismo do agronegócio e o fortalecimento do setor de serviços, que sustentam a geração de renda e emprego.
O perfil dos imóveis comercializados permaneceu equilibrado entre casas (52%) e apartamentos (48%), com predominância de unidades de três dormitórios, indicando a busca por imóveis voltados a famílias. As metragens mais procuradas variaram entre 51 m² e 200 m², sinalizando preferência por opções funcionais e com bom custo-benefício.
No recorte de preços, o mercado mostra comportamento heterogêneo. As maiores concentrações de vendas ocorreram nas faixas de até R$ 200 mil (27,5%) e entre R$ 201 mil e R$ 300 mil (25,5%), que, somadas, representam mais da metade das transações. Ainda assim, imóveis acima de R$ 501 mil responderam por 21,6%, evidenciando a presença de compradores com maior poder aquisitivo. O cenário revela um mercado capaz de atender diferentes perfis de renda, desde o primeiro imóvel até aquisições voltadas a investimento ou upgrade habitacional.
A distribuição geográfica das vendas aponta uma mudança relevante no comportamento do consumidor. As negociações concentraram-se principalmente nas demais regiões da cidade (59,2%), seguidas pelas áreas nobres (24,5%) e centrais (16,3%). O dado indica uma busca mais estratégica por melhor relação entre preço, espaço e qualidade de vida, com valorização de bairros fora dos eixos tradicionais. Outro destaque do período foi a mudança nas modalidades de pagamento. As compras à vista passaram a liderar, com 51% das transações.