Moradores da região têm prejuízo de até R$ 15 mil com suposta pirâmide financeira

Suspeita de operar esquema com base em renda extra online, empresa BMB fechou escritórios; mais de cem registraram boletim de ocorrência

, atualizado

Compartilhar notícia

Unidade da BMB em Jaboticabal: empresa fecha os escritórios
Unidade da BMB em Jaboticabal: empresa fecha os escritórios e não faz pagamentos - Foto: Reprodução/EPTV
Unidade da BMB em Jaboticabal: empresa fecha os escritórios e não faz pagamentos - Foto: Reprodução/EPTV

Moradores da região de Ribeirão Preto acumulam prejuízos que variam de R$ 2 mil a R$ 15 mil após o fechamento repentino dos escritórios da BMB, empresa suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira com promessa de renda extra online. Só em Monte Alto e Jaboticabal, mais de 100 pessoas registraram ocorrência, e a Polícia Civil investiga a extensão do rombo, que pode envolver vítimas em outras cidades e até fora do estado.

A empresa prometia ganhos por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos, atividade divulgada como parceria com um suposto grupo internacional de viagens. Para começar, no entanto, o interessado precisava pagar uma taxa de adesão. À medida que avançava de nível, a promessa de remuneração aumentava — chegando, segundo material promocional, a até R$ 250 mil mensais para cargos de gerência.

Na prática, o modelo dependia da entrada de novos participantes e de novos aportes financeiros. Pouco antes de encerrar as atividades, a empresa passou a exigir depósitos adicionais sob justificativa de "validação" de contas e solicitou envio de documentos pessoais, bloqueando saques já solicitados.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar crime contra a economia popular. De acordo com o delegado Marcelo Lourenço dos Santos, além de identificar os responsáveis, a apuração busca verificar se há atuação interestadual ou até internacional, hipótese que pode ampliar o alcance das investigações.

SEM DADOS

O valor total do prejuízo ainda está sendo levantado, mas os relatos indicam perdas significativas. Há vítimas que utilizaram economias guardadas, recorreram a empréstimos e até venderam veículos para investir no negócio.

Após o fechamento dos escritórios físicos, nenhum representante da BMB foi localizado para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil investiga o caso.