Tomate e batata 'pesam' e cesta básica fica quase 1% mais cara

, atualizado

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A cesta básica teve uma alta de 0,97% em Ribeirão Preto no mês de janeiro. De acordo com Instituto de Economia Maurílio Biagi, ligado à da Associação Comercial e Industrial da cidade (IEMB-Acirp), o valor médio do kit mínimo de alimentos ficou em R$ 731,01.

O tomate italiano ( 19,01%) e a batata inglesa ( 9,35%) foram os que registraram maiores altas em janeiro. Na outra ponta, a banana nanica (-12,63%) e o óleo de soja (-13,24%) atenuaram os custos com reduções importantes. As carnes permaneceram como o principal custo do orçamento alimentar, respondendo por 47,24% do dispêndio total da cesta, seguidas por frutas e legumes (22,45%), farináceos (19,52%), laticínios (4,89%), leguminosas (3,18%), cereais (1,82%) e óleos (0,91%).

Segundo Lucas Ribeiro, economista e organizador do estudo do IEMB-Acirp, o aumento do salário-mínimo fez com que a alta na cesta básica tivesse um impacto menor na população.

No que se refere ao poder de compra, o estudo já incorpora o reajuste do salário-mínimo vigente, que passou de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00 em janeiro - considerando o salário-mínimo bruto de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43.

"Ainda assim, o nível de dispêndio com alimentação permanece elevado, mantendo a cesta básica como um componente central do custo de vida das famílias", afirma Ribeiro.

As análises regionais mostraram heterogeneidade espacial dos preços dos alimentos. A região Central, além de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 831,59), teve alta de 2,92% em relação a dezembro. O menor valor médio (R$ 681,17), foi registrado na zona Norte, com crescimento de 1,73% no mês.

Nas demais áreas, o custo médio foi de R$ 693,50, na Leste (-2,26%); R$ 705,32, na Oeste ( 3,87%) e R$ 744,59, na Sul (-3,08%).