Postos da região esperam gasolina com preço menor
Petrobras anunciou corte de 5,2% no valor das refinarias para as distribuidoras; impacto estimado é de aproximadamente R$ 0,09
, atualizado
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A redução no preço da gasolina das refinarias para as distribuidoras, anunciada esta semana pela Petrobras, deve ter impacto nas bombas da região a partir da próxima semana. A expectativa é da Associação Núcleo Postos Ribeirão Preto, que projeta um impacto de até R$ 0,09 no preço ao consumidor final.
A estatal fez um corte de 5,2% em seu valor de venda, o que representa um custo menor de R$ 0,14 por litro. O combustível vendido pela empresa recebe uma adição de 30% de Etanol, antes de chegar ao varejo.
"A tendência é de que a queda de preço deva chegar às bombas na medida que novas remessas do produto chegarem aos postos com o preço menor", afirma Fernando Roca presidente da entidade, que reúne cerca de 100 revendedores da região.
O último corte no preço da gasolina ocorreu em outubro de 2025, com redução de iguais R$ 14 centavos/litro (-4,9%) das refinarias para as distribuidoras.
Desde o final de 2025, a Associação Núcleo Postos RP já vinha alertando que havia espaço para uma redução do preço da gasolina. Dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) mostram que, nessa segunda (26), por exemplo, a margem para o corte de preço do combustível girava em torno de 8%, comparando com o cenário global que tem apresentado preços relativamente moderados para o petróleo.
Ainda segundo Roca, "Se há espaço para uma redução, a Petrobras tem de colocá-la em prática o quanto antes. Essa diminuição já podia ter sido anunciada há mais tempo, ainda mais com a disparada do etanol nessa entressafra", observa.
De acordo com a associação, a redução deve gerar um efeito cascata no setor produtivo nacional. "A diminuição dos custos com transportes deve aliviar a pressão inflacionária embora o preço do diesel não tenha caído dessa vez".
A queda no preço da gasolina contrasta com o mercado de Etanol, que teve altas seguidas nos últimos dois meses. A combinação de estoques mais baixos nas usinas e demanda aquecida no varejo vem pressionando os preços para cima. No início de janeiro, o litro do biocombustível era vendido, em média por R$ 4,30 em Ribeirão Preto.
Com o início da próxima safra, previsto para meados de março, a projeção é de uma queda gradual nos preços, acompanhando o aumento da oferta.
Diante do cenário, especialistas recomendam que os motoristas pesquisem preços antes de abastecer e observem a paridade entre etanol e gasolina. A regra prática segue válida: o etanol só compensa economicamente quando custa até 70% do valor da gasolina.