Flanelinhas: Hágara do Pão de Queijo vira réu por dois crimes
Influenciador vai responder por usurpação de função pública e constrangimento ilegal; defesa diz 'confiar na Justiça'
, atualizado
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A Justiça de Ribeirão Preto aceitou uma denúncia oferecida pelo Ministério Público e tornou réu, pelos crimes de usurpação de função pública e constrangimento ilegal, o influenciador e ex-candidato a deputado federal Hágara Espressola Ramos, o Hágara do Pão de Queijo. O caso está relacionado a uma ação contra flanelinhas.
Durante um show gratuito da cantora Ana Castela, promovido pela Prefeitura em comemoração aos 170 anos da cidade, Hágara obrigou homens que cobravam para "olhar" carros estacionados na rua no entorno do Estádio Santa Cruz a devolverem o dinheiro aos motoristas e rasgou o colete usado por um deles. Ele estava acompanhado de outros homens, também denunciados pelo MP, e por funcionários de uma empresa de segurança.
Toda a abordagem foi filmada e divulgada nas redes sociais do influenciador.
Segundo a acusação, Hágara fez mais do que simplesmente denunciar a atuação irregular dos flanelinhas. Ao revistá-los e ordenar a devolução de valores, ele teria agido como policial ou fiscal do municípios, funções que exigem aprovação em concurso público.
O crime de constrangimento ilegal tem pena mínima de três meses e máxima de um ano de prisão. Já o delito de usurpação de função pública é punido com três meses a dois anos.
Em nota, o escritório Gevaerd, Dalk e Maya, que defende o influenciador, disse que ainda não teve acesso ao processo, mas negou que o cliente tenha cometido "qualquer ato ilícito". "Hágara reafirma sua tranquilidade e confiança na Justiça", diz o texto encaminhado ao Jornal Ribeirão.