Mulher processa a Havan depois de ofensas raciais

Vítima ainda teve motocicleta riscada pela agressora no estacionamento da loja; ela tentou pedir as imagens de segurança, sem sucesso

, atualizado

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Uma mulher ajuizou ação judicial contra a Havan em Ribeirão Preto após relatar ter sido alvo de ofensas racistas dentro da loja e encontrar sua motocicleta danificada no estacionamento. A ação pede indenização de R$ 1,8 mil pelos prejuízos no veículo e de pelo menos R$ 10 mil por danos morais.

O episódio ocorreu em 26 de junho, por volta das 13h, na unidade da loja localizada na Avenida Costábile Romano. A mulher, que não será identificada para preservação de sua imagem, afirma que, ao estacionar a motocicleta, foi abordada por outra cliente, que questionou o uso da vaga.

Depois, a desconhecida teria entrado na loja e continuado a ofendê-la.A autora relata que comunicou o caso ao gerente e pediu para ser acompanhada até o estacionamento por receio de encontrar novamente a mulher. De acordo com a ação, uma funcionária a acompanhou e presenciou que o tanque da moto estava riscado e um dos retrovisores, danificado.

"Essa mulher saiu me xingando e andando atrás de mim. Entrei na loja e imaginei que ela poderia me agredir. Quando voltei, encontrei minha moto riscada", conta ela, que informou, ainda, ter pedido à loja as câmeras de segurança, sem sucesso, para identificar a agressora.

A autora da ação fez um boletim de ocorrência comunicando o caso à Polícia Civil. No relato apresentado à polícia, a vítima diz que recebeu xingamentos racistas e gordofóbicos.

A ação pede que a empresa seja condenada ao pagamento das indenizações e que apresente os registros de segurança pertinentes. Os documentos analisados não informam se houve decisão judicial sobre o caso. As alegações ainda deverão ser apuradas no processo.


R$ 1,8 mil

foi o valor dos danos causados à motocicleta

R$ 10 mil

é o valor de indenização por danos morais pedido na ação