Justiça condena mototaxista por estupro de adolescente de 16 anos
Menor foi obrigada a fazer sexo oral em área deserta; pena é de 11 anos de prisão e condenado pode recorrer em liberdade
, atualizado
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O motorista de aplicativo Lucas Lupino de Castro foi condenado a 11 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo estupro de uma adolescente de 16 anos durante uma corrida de Uber Moto em Ribeirão Preto. A sentença é da 3ª Vara Criminal da cidade e cabe recurso do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O caso foi divulgado com exclusividade pelo Jornal Ribeirão na semana do acontecimento. O crime ocorreu na madrugada de 24 de abril de 2025 e, segundo a denúncia e a sentença, a adolescente havia participado de uma festa e retornava para casa em uma motocicleta solicitada pela mãe por meio do aplicativo.
Durante o trajeto, o motorista teria desviado da rota e levado a jovem para uma área isolada, nas cercanias do Jardim Cristo Redentor.
De acordo com o processo, o motorista parou por aproximadamente 31 minutos em uma região com terrenos desocupados. No local, ainda conforme a decisão judicial, ele ameaçou a adolescente e praticou atos de violência sexual. A vítima conseguiu deixar o local e pedir ajuda a moradores da região.
"Os atos sexuais consistiram, conforme declinado acima, em toques lascivos no corpo da vítima, sexo oral dela nele e tentativa de penetração vaginal e anal. Todas as elementares do crime imputado estão devidamente caracterizadas, não sendo caso de absolvição ou desclassificação para qualquer outra infração menos gravosa. Não há excludentes em favor do réu e a culpabilidade dele é manifesta", afirmou a juíza responsável pelo caso, na sentença.
COMPROVAÇÃO
A Justiça considerou comprovadas a materialidade e a autoria do crime com base nos depoimentos, nos exames realizados, nos registros da viagem e em uma análise pericial da rota percorrida.
O juízo também apontou que o relato da vítima foi coerente e encontrou contradições nas versões apresentadas pelo réu durante a investigação e o processo.
ABALO
A mãe da adolescente, Camila Oliveira, afirmou que recebeu a decisão como um reconhecimento da Justiça, mas ressaltou que as consequências do crime permanecem.
"Essa decisão faz justiça, e a sensação é boa. Mas o dano e o sofrimento serão eternos, nada irá apagar", afirmou.
A reportagem tentou contato com a defesa do sentenciado, mas não obteve retorno até o fechamento desta publicação.