Violência, bullying e crise de confiança mobilizam famílias

Ataque com faca entre alunos do ensino fundamental expõe crise interna entre a gestão e os pais/responsáveis

, atualizado

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Fachada da entrada do Colégio Itamarati dos alunos do fundamental 2
Fachada da entrada do Colégio Itamarati dos alunos do fundamental 2 - Foto: Foto: Coluna Paulo Sartre
Fachada da entrada do Colégio Itamarati dos alunos do fundamental 2 - Foto: Foto: Coluna Paulo Sartre

O ataque a faca entre dois alunos do Inspira Colégio Itamarati, em Ribeirão Preto, abriu uma crise que vai além da violência registrada dentro da escola. O episódio colocou sob pressão a gestão local, trouxe à tona relatos antigos de famílias sobre bullying, conflitos recorrentes e falta de controle disciplinar, e ainda expôs o silêncio da Inspira Rede de Educadores e do BTG, grupo ligado à estrutura de investimento da rede.

O caso envolve a agressão a um estudante de 13 anos, atingido pelas costas por um colega de 14 anos durante o intervalo. O adolescente ferido sofreu perfuração no pulmão, passou por cirurgia e segue em recuperação. O autor foi contido, e a ocorrência passou a ser tratada como ato infracional análogo à tentativa de homicídio.

A apuração envolve o delegado Haroldo Chaud, da DIJU de Ribeirão Preto, o promotor de Justiça Aníbal Tonani Júnior, da Promotoria da Infância e Juventude.

O episódio, no entanto, não é tratado pelas famílias como um fato isolado. Em grupos de mensagens, pais relatam que os sinais de desgaste no ambiente escolar vinham se acumulando havia meses, com brigas entre alunos, agressões verbais, problemas de convivência, tensão em quadra esportiva, queixas de bullying, suspeitas de racismo e conflitos que começariam em aplicativos de mensagens e depois migrariam para dentro da escola em outra situação conflitos escolares migravam para as redes sociais.

O caso transformou o Inspira Colégio Itamarati em símbolo de uma crise de confiança. A investigação vai apurar o ataque, a eventual omissão institucional e as circunstâncias de acesso à faca. Não há prazo previsto para conclusão do inquérito sobre o caso.