Enfermeira é agredida por paciente em unidade de saúde da zona Norte
Caso ocorreu no Presidente Dutra durante o expediente; agressora afirma não estar arrependida e culpa demora no atendimento
, atualizado
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Uma enfermeira da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Presidente Dutra, zona Norte de Ribeirão Preto, foi agredida por uma paciente na manhã desta quarta-feira (29) durante o trabalho. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada e a agressora, uma paciente, foi levada ao Plantão Policial. O caso é investigado.
Por volta das 7h30, a paciente Giovana Pedreira dos Santos estava no local, esperando atendimento na unidade, que registrava grande movimento. Ela reclamou da demora no atendimento e afirmou que estava nervosa por problemas de saúde e questões familiares. "Eu tenho diabetes, faz quatro meses que não tomo insulina. Tenho dois filhos pequenos. Fiquei nervosa", declarou. Durante o relato, Giovana admitiu ter partido para cima da enfermeira após uma discussão. Questionada se estava arrependida, respondeu que não. "Não estou arrependida. Toda vez que eu vou lá é a mesma coisa. O atendimento na saúde é péssimo", afirmou.
A enfermeira, entretanto, deu versão diferente e afirmou que apenas aplicou o protocolo de atendimento. Segundo ela, a situação aconteceu mesmo após ter acolhido a paciente, que teria chegado fora do horário previsto para atendimento. A profissional relatou que já havia atendido a mesma paciente em outras ocasiões, inclusive fora do horário de expediente, por consideração humana."Hoje, na hora do ocorrido, mesmo ela chegando fora do horário, eu a acolhi. Eu estava realizando o atendimento com calma e igualdade para todos os pacientes que aguardavam", relatou. "Sempre atendi a população com empatia, escuta qualificada e máximo de respeito".
A Guarda Municipal foi chamada, mas, até chegar ao local, a enfermeira continuou a ser alvo de agressões e teve escoriações nas costas e no corpo. Ambas foram enviadas "Fomos acionados pela unidade dizendo que tinha uma senhora agredindo um dos funcionários. De imediato chegamos ao local, identificamos a autora e conduzimos ela até a Central de Polícia Judiciária", afirmou o comandante Oliveira, da GCM.
O CASO
Para a Guarda, a paciente alegou que o atendimento estava demorando e se revoltou após ser informada de que precisaria aguardar. Ainda segundo Oliveira, a agressão foi verbal e física. "Ela grudou a enfermeira no pescoço, levou para dentro da unidade e segurou, causando lesões no pescoço", relatou.
A profissional sofreu ferimentos leves e ficou abalada emocionalmente após o episódio. "Ela ficou muito traumatizada. Foi a primeira vez que sofreu uma agressão dessa forma", disse o coordenador da GCM.
O caso será investigado pela Polícia Civil.