ONG investigada por castrações 'fantasma' gerencia clínica em RP

Associação Catarinense de Gestão Hospitalar vai receber R$ 5 milhões por ano para manter em funcionamento a 'Meu PET'

, atualizado

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A Prefeitura de Ribeirão Preto mantém um contrato de de R$ 5,8 milhões com a ONG Associação Catarinense de Gestão Hospitalar (CHC), investigada pelo Ministério do Meio Ambiente por suspeita de castrar e microchipar animais que não existem. A entidade foi a vencedora de um chamamento público para gestão da clínica veterinária "Meu PET", no bairro José Sampaio, Zona Norte da cidade.

A clínica foi inaugurada no final de maio e oferece consultas e atendimentos de urgência e emergência. O valor previsto no acordo entre a entidade e o município vale para 24 meses.

Autor da denúncia que gerou a investigação, o portal Metrópoles analisou 500 castrações feitas pela organização em São Paulo, através do projeto Castra . Foram encontradas irregularidades em pelo menos 439.

A reportagem identificou animais cujos tutores registrados têm o nome de um modelo de celular (Samsung A14). Em outro caso, um tutor identificado apenas como "Leonardo" teria castrado uma cachorra chamada "Quiara", mas o microchip registrado está em nome de "Bolsonaro 17" e o responsável é o dono da clínica contratada para os procedimentos.

A CHC também contratou, para execução das castrações em todo o Estado, clínicas investigadas pela Polícia Civil do Paraná e pela Polícia Federal do Rio de Janeiro.

"Em razão das informações recentemente apresentadas, o MMA notificará a entidade executora para que preste esclarecimentos. Somente após a manifestação da entidade e a análise técnica das informações será possível chegar a conclusões sobre os fatos", afirmou o Ministério em nota.