Bugatti

A história começa em 1909, em Molsheim, na Alsácia. Foi ali que o italiano Ettore Bugatti decidiu transformar metal em arte. Filho de uma família ligada às artes, Ettore enxergava o carro como uma escultura em movimento.

, atualizado

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Ettore Bugatti decidiu transformar metal em arte
Ettore Bugatti decidiu transformar metal em arte - Foto: Divulgação
Ettore Bugatti decidiu transformar metal em arte - Foto: Divulgação

Para ele, desempenho e beleza eram inseparáveis e cada detalhe importava, até mesmo parafusos e acabamentos escondidos sob o capô.

Num período em que a indústria começava a pensar em produção em massa, a Bugatti nasceu com outra filosofia: exclusividade, refinamento e obsessão pela perfeição.

O primeiro grande marco veio em 1924 com o Bugatti Type 35. Leve, elegante e extremamente competitivo, tornou-se um dos carros de corrida mais vitoriosos da história, acumulando mais de mil triunfos nas pistas. Não era apenas rápido era belo. Um carro que parecia desenhado com régua, compasso e sensibilidade artística.

Mas se nas pistas a Bugatti mostrava força, no luxo ela mostrava ousadia. O monumental Bugatti Type 41 Royale foi criado para reis e chefes de Estado. Gigantesco, sofisticado e raríssimo, tornou-se símbolo máximo de exclusividade. Apenas seis unidades foram produzidas. Hoje, são peças quase sagradas no universo automotivo.

A crise econômica dos anos 1930 e a Segunda Guerra Mundial enfraqueceram a empresa. A morte de Jean Bugatti, filho de Ettore, foi um golpe doloroso que marcou o início de um longo silêncio. Após o falecimento de Ettore, em 1947, a marca entrou em hibernação.

Décadas depois, ressurgiu como mito moderno. Sob nova gestão, a Bugatti voltou ao topo com máquinas que desafiam a física, como o Bugatti Veyron, que quebrou recordes de velocidade e redefiniu o conceito de superesportivo no século XXI.

Mas, no fundo, pouco mudou.

A grade em formato de ferradura continua lá. O emblema "EB" segue orgulhoso. E a filosofia permanece a mesma: criar algo que ultrapasse limites técnicos e emocionais.

Porque, no fim das contas, a Bugatti nunca foi apenas sobre velocidade. Foi e ainda é sobre excelência.

Uma marca que prova que, quando arte e engenharia se encontram, o resultado não é apenas um carro. É uma eternidade sobre rodas. Para mais historias como essa siga @autofocorp