fuscaMais que um carro, um membro da família

No último dia 20 de janeiro foi comemorado o Dia Nacional do Fusca. Uma data que vai muito além do calendário e que celebra um carro que se tornou parte da família brasileira.

, atualizado

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O icônico Fusca
O icônico Fusca - Foto: Divulgação
O icônico Fusca - Foto: Divulgação

Poucos carros podem dizer que fizeram parte da família. O Fusca pode.

No Brasil, ele nunca foi apenas um meio de transporte. Foi companheiro de estrada, confidente de histórias e testemunha silenciosa de momentos que ficaram guardados na memória de gerações.

Para muita gente, o Fusca foi o primeiro carro. Aquele comprado com sacrifício, pago em prestações apertadas, mas recebido com orgulho. Não importava a cor nem o ano. Importava a sensação de liberdade ao girar a chave, ouvir o motor traseiro ganhar vida e sair dirigindo pela cidade como quem conquista o mundo.

O Fusca também foi o carro das viagens em família. Lotado, sem ar-condicionado, mas cheio de histórias. Crianças espremidas no banco de trás, malas acomodadas onde dava, estrada pela frente e conversa que ia longe. Se quebrasse, sempre aparecia alguém para ajudar. Se não pegasse, bastava empurrar. E quase sempre funcionava.

Nos namoros, foi cenário de encontros tímidos, conversas longas e até pedidos de casamento. Quantos amores começaram dentro de um Fusca estacionado na frente de casa, com o rádio ligado baixinho e o motor ainda quente depois do passeio?

No trabalho, virou ferramenta. Serviu para vendedores, entregadores, pequenos comerciantes e profissionais liberais. Era econômico, resistente e fiel. Não reclamava da rotina pesada e raramente deixava o dono na mão. Quando dava problema, qualquer mecânico resolvia.

Com o tempo, muitos Fuscas passaram de pai para filho, carregando não apenas quilometragem, mas histórias. Herdar um Fusca era herdar lembranças. Era aprender a dirigir, a cuidar do carro, a respeitar algo que fazia parte da família.

Hoje, o Fusca ganhou um novo papel. Virou objeto de coleção, paixão e preservação. Está nos encontros de carros antigos, nas restaurações caprichadas, nos clubes espalhados pelo país. Jovens que nem eram nascidos quando ele saiu de linha agora se apaixonam por sua simplicidade e carisma.

No Dia Nacional do Fusca, não se comemora apenas um carro. Celebra-se um símbolo da cultura brasileira. Um veículo que atravessou gerações sem perder relevância, porque nunca foi apenas feito de metal. Foi feito de histórias.

O Fusca pode até ter saído das concessionárias, mas jamais saiu da garagem da memória afetiva do Brasil.

Para mais histórias como essa, siga: @autofocorp