O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine disse que é muito difícil saber exatamente como está a situação dentro de Israel, devido a forte censura do governo contra a divulgação de informações internas do país.
Segundo Tel-Aviv, eles conseguem interceptar cerca de 90% dos mísseis iranianos e do Hezbollah lançados contra Israel.
Se eles interceptarem 90% dos mísseis e se 10% entram, esses 10% que entram criam um problema real para Israel, porque eles atingem alvos estratégicos, disse Danny, que destacou ainda a dificuldade em repor esses equipamentos antiaéreos em pouco tempo.
O major-general português Agostinho Costa avalia que não é possível dar total crédito às informações de Tel-Aviv, mas avalia que, se passam 10%, eles são capazes de fazer um grande estrago.
Os 10% que sobram são aqueles que fazem estrago. E os mísseis que têm passado, nomeadamente no norte de Israel, levam-nos a concluir que, neste momento, Israel já é obrigada a fazer uma análise criteriosa do que é que se defende e do que deixa passar, afirma.
Situação ofensiva do Irã
Apesar dos estragos impostos ao Irã pelos bombardeios dos EUA e de Israel, o especialista em Oriente Médio Danny Zahreddine avalia que o Irã, mesmo debilitado, mantém uma capacidade ofensiva importante após quase um mês de guerra.
Diariamente, no 28º dia da guerra, os iranianos conseguem ter domínio do espaço aéreo dos países do Golfo e conseguem ainda penetrar suas armas dentro de Israel. Isso revela uma capacidade de resiliência altíssima, comentou.
Para o major-general Agostinho Costa, não parece que o Irã está tão debilitado na sua capacidade ofensiva, uma vez que já está na 86º leva de mísseis e drones desde o início da guerra.
Não nos parece que o Irã tenha sido substancialmente debilitado. Os principais centros para lançamento são a partir do chão, do subsolo. Os mísseis movimentam-se em túneis, abrem umas campânulas de aço e são lançados, fechando antes de dar tempo de reação da parte norte-americana ou israelense, concluiu.