Debate no agronegócio destaca dificuldades de financiamento rural
Painel no VIII Congresso Nacional de Direito Agrário vai discutir alternativas ao crédito tradicional para produtores e empresas do setor
, atualizado
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Nesta quinta-feira, dia 27, será realizado um debate sobre as dificuldades dos produtores rurais de conseguir financiamento no Brasil. O painel faz parte do terceiro dia de atividades do VIII Congresso Nacional de Direito Agrário realizado no Centro de Eventos Taiwan. André Rocha, especialista em reestruturação empresarial, turnaround, gestão de crises e estratégia, será o mediador do debate “Financiamento Privado: novos cenários e oportunidades”. Dividirá a discussão com Rafael Molinari, Renato Buranello, Luciano Timm, Domicio dos Santos Neto e Marina Piccini.
A participação de Rocha também leva ao debate a perspectiva de quem atua diretamente na reorganização de empresas e estruturas de endividamento. Com experiência em mais de 70 processos de reestruturação, ele avalia que o desafio atual do agronegócio não está apenas em ampliar o acesso ao crédito, mas em encontrar estruturas de capital compatíveis com a realidade financeira de cada negócio.
“O desafio hoje não é simplesmente conseguir mais crédito. É estruturar um capital que seja compatível com a capacidade de geração de caixa da empresa. Em um ambiente de juros elevados e margens pressionadas, buscar recursos sem considerar a capacidade de pagamento pode apenas adiar o problema. Por isso, a diversificação das fontes de financiamento e a construção de estruturas adequadas ao perfil de cada negócio se tornam cada vez mais importantes”, afirma André Rocha.
A discussão ocorre no momento em que o agronegócio enfrenta uma combinação de fatores que aumenta a necessidade de planejamento financeiro e gestão do endividamento. Além do custo elevado do capital, produtores e empresas convivem com aumento dos custos de produção, oscilações de preços e maior dificuldade de acesso a algumas linhas tradicionais de crédito.
Nesse ambiente, fundos, mercado de capitais e outras estruturas de financiamento privado podem representar alternativas para empresas que precisam alongar passivos, reorganizar dívidas ou encontrar recursos para manter suas operações. A escolha da fonte de capital precisa estar diretamente relacionada ao fluxo de caixa e à capacidade de pagamento do negócio.