‘Rei do Arrocha’, Pablo celebra 20 anos de carreira com show em Ribeirão
Apresentação acontece no próximo dia 8, no Espaço Aeroporto
, atualizado
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Conhecido no meio musical como “rei do arrocha” o cantor Pablo realiza em Ribeirão Preto, no próximo dia 8 (véspera de feriado), um show da turnê que celebra os seus 20 anos de carreira. A apresentação acontece no Espaço Aeroporto e ainda tem ingressos disponíveis.
Nascido na Bahia, o arrocha é um ritmo musical derivado do forró e da seresta. Em entrevista exclusiva ao Jornal Ribeirão, o artista fala sobre a sua popularização.
Confira!
Pablo, você já rodou o Brasil inteiro, mas o interior de São Paulo tem uma força muito grande no cenário musical. Como é para você trazer o arrocha baiano para uma região com uma tradição sertaneja tão forte? Existe uma troca mútua entre esses ritmos no seu show?
É sempre uma alegria voltar à São Paulo. O sertanejo tem uma história muito bonita e faz parte da vida de milhões de brasileiros, assim como o arrocha. Eu acredito muito que a música não tem fronteiras. Quando a gente sobe no palco, o que importa é a emoção que a canção transmite. Existe, sim, uma troca muito bonita. O público que gosta de sertanejo também se identifica com as histórias que eu canto, porque falam de amor, saudade, recomeços. E eu tenho um respeito enorme por esse gênero que sempre caminhou ao lado da música popular brasileira.
Você é amplamente reconhecido como o "Rei do Arrocha" e o criador desse movimento. Olhando para trás, você imaginava que aquele ritmo que começou na Bahia ganharia a proporção nacional que tem hoje?
Sinceramente, não. Quando tudo começou, o meu maior sonho era viver da música e conseguir levar minhas canções para o maior número de pessoas possível. Ver o arrocha chegar a todos os cantos do Brasil é motivo de muito orgulho. Sou muito grato por ter feito parte dessa história desde o começo e por ver tantos artistas levando esse movimento adiante. Isso mostra que o arrocha conquistou seu espaço pela verdade e pela força das suas músicas.
O mercado musical muda muito rápido, mas a 'sofrência' parece ser um sentimento atemporal. Como você enxerga a evolução do arrocha desde o seu início até os dias de hoje? Acha que o estilo venceu o preconceito?
A música evolui o tempo todo, e o arrocha acompanhou esse movimento sem perder a essência. Hoje ele conversa com outros estilos, alcança públicos diferentes e continua emocionando as pessoas. Acho que, durante muito tempo, existiu um certo preconceito, como aconteceu com vários gêneros populares. Mas o carinho do público sempre falou mais alto. Hoje o arrocha é respeitado, ocupa grandes palcos, festivais e faz parte da história da música brasileira. Isso é uma conquista de todos que acreditaram nesse movimento.
A Bahia é um celeiro de compositores brilhantes. Na hora de escolher o seu repertório ou escrever suas músicas, o que uma composição precisa ter para mexer de verdade com o coração do Pablo e, consequentemente, com o do seu público?
A primeira coisa é a verdade. Eu gosto de músicas que contam histórias nas quais qualquer pessoa possa se enxergar. Não precisa ser uma letra complicada; ela precisa tocar o coração. Quando eu escuto uma música e sinto que ela arrepia, que emociona, que parece contar a história de alguém, eu sei que ela tem potencial. Sempre digo que as melhores canções são aquelas que fazem a pessoa lembrar de um amor, de uma saudade ou de um momento importante da vida. É isso que eu procuro levar em cada trabalho e em cada show.
Serviço
Pablo em Ribeirão Preto
Data: 08/07 – quarta-feira (véspera de feriado)
Local: Espaço Aeroporto
Ingressos: Guiche Web