Ribeirão Preto tem um dos piores desempenhos do Estado no Saresp
Município caiu cinco posições em português e 25 posições em matemática na comparação com o exame de 2024
, atualizado
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A educação da rede municipal de Ribeirão Preto está em situação crítica. Segundo dados do Saresp 2025, no 5º ano do Ensino Fundamental, a rede ficou em 604º lugar em língua portuguesa e em 611º em matemática entre as 627 prefeituras com notas divulgadas.
Os dados foram disponibilizados pelo governo do Estado e analisados pelo portal Farolete e mostram que, em relação a 2024, o município caiu cinco posições em português e 25 posições em matemática, aprofundando um quadro que já vinha preocupando especialistas e gestores.
De acordo com o levantamento, Ribeirão Preto tem o pior resultado entre cidades de porte semelhante e não registrou evolução expressiva no período.
Desempenho
O cenário é ainda mais duro quando se observa o nível de aprendizagem: 25% dos estudantes da rede municipal tiveram desempenho insuficiente em matemática e 22% em português.
No recorte de aprendizado avançado, Ribeirão também fica distante de referências do Estado, com desempenho em matemática equivalente a um terço do percentual de São José dos Campos e, em português, metade do resultado de São Bernardo do Campo.
Escolas estaduais têm melhora
Enquanto a rede municipal afunda, a rede estadual em Ribeirão Preto segue em direção oposta. Os colégios estaduais no município apresentaram a maior evolução entre cidades de porte semelhante, com melhora expressiva dos indicadores e desempenho superior ao da rede municipal.
Em 2025, o índice de alunos da rede estadual com desempenho insuficiência em português foi de 10%, menos da metade dos 22% registrados na rede municipal. Em matemática, cenário semelhante, com 10% contra 25%.
Um dos exemplos da discrepância do ensino é a disciplina de matemática. A nota média da rede estadual na avaliação da disciplina foi de 242, a segunda maior entre as cidades de mesmo porte. A da municipal foi 207, a mais baixa. O Saresp avalia que qualquer resultado abaixo de 225 é considerado insuficiência no aprendizado.
"O contraste reforça a leitura de que o problema não está apenas no perfil dos alunos, mas também em gestão, política pedagógica e capacidade de resposta da rede municipal", informou o jornalista Cristiano Pavini, autor do levantamento.