Estudo aponta que 45% das crianças do segundo ano não sabem ler
Levantamento do Portal Farolete mostra que Ribeirão é 285ºentre 5.466 cidades do Brasil e lanterna entre as dez maiores de SP
, atualizado
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A rede municipal de ensino de Ribeirão Preto apresenta um dos piores desempenhos em alfabetização do país, segundo dados divulgados nesta semana pelo Indicador Criança Alfabetizada (ICA), do governo federal.
O levantamento avalia alunos do 2º ano do Ensino Fundamental e aponta que apenas 45% das crianças da rede municipal estão alfabetizadas, percentual bem abaixo da média nacional, que é de 66%. O índice também revela estagnação em relação a 2024, sem qualquer avanço no desempenho.
O levantamento foi feito pelo portal Farolete, comandado pelo jornalista Cristiano Pavini. Os números colocam o município em posições preocupantes nos rankings educacionais. Entre as dez maiores cidades do estado de São Paulo, Ribeirão Preto tem o pior indicador de alfabetização.
No recorte de municípios paulistas com mais de 50 mil habitantes, aparece na quarta pior colocação. No cenário estadual, registra o 15º menor percentual, enquanto, no ranking nacional, ocupa a 285ª pior posição entre 5.466 cidades avaliadas, empatada com outros 36 municípios.
METODOLOGIA
O ICA utiliza como base avaliações aplicadas pelos estados, seguindo parâmetros definidos pelo governo federal. Em São Paulo, os dados são medidos em conjunto com o Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), cuja última edição foi aplicada em novembro de 2025.
A alfabetização na idade adequada, até o final do 2º ano, é considerada fundamental para o desenvolvimento educacional, pois influencia diretamente o desempenho dos estudantes nas etapas seguintes da formação escolar. Diante dos resultados, o cenário da educação municipal acende um alerta, especialmente pela ausência de melhora nos indicadores nos últimos anos.
A expectativa agora é pela divulgação detalhada dos dados do Saresp 2025, que deve aprofundar o diagnóstico sobre o desempenho dos alunos na cidade e ajudar a dimensionar os desafios enfrentados pela rede pública de ensino.