Cultura emperra projetos de restauração do complexo de museus

Empresa alega fim do contrato e atraso na aprovação pela secretaria para não remeter documentos ao Conppac

, atualizado

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A Secretaria de Cultura e Turismo e Ribeirão Preto trava, há pelo menos nove meses, a discussão sobre o restauro do complexo de museus Histórico e do Café. A empresa Corsi Arquitetura e Construções, reponsável pela elaboração dos projetos, alega ter concluído o trabalho, mas não recebeu autorização da pasta para remeter o material ao Conppac (Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural).

Após três anos de desenvolvimento, o contrato entre a prefeitura e a empresa terminou em maio do ano passado e não foi prorrogado. Segundo a contratada, a administração não deu aprovação nem ao projeto básico nem aos projetos executivos.

"Recentemente recebemos uma notificação para entregar o projeto em 5 dias. Porem, não houve aprovação do projeto básico e isso inviabiliza o desenvolvimento de trabalhos complementares. Mesmo assim, nossa equipe já entregou o projeto de restauro arquitetônico com os projetos complementares, faltando somente aprovação", afirmou o diretor o diretor Moacyr Corsi em resposta a um questionamento do presidente do Conppac, Lucas, Lucas Pereira.

Os projetos precisam do aval do Conppac para serem executados, já que os imóveis são tombados.

O empresário alega ter solicitado uma reunião com a secretaria, comandada por Maria Eugênia Biffi, para discutir a finalização dos projetos. "Infelizmente estamos em uma situação indefinida. Pedi uma reunião com a secretaria da Cultura na esperança de finalizar os serviços e realizar uma entrega. Estou aguardando resposta" afirmou

O complexo de museus fica na área que abriga o campos de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) e está fechado desde 2016, quando parte do teto do Museu Histórico desabou.