Câmara e Judiciário têm pautas que mexem com o cenário político de Ribeirão

Permuta de imóveis com o Marista promete polêmica no Legislativo, enquanto a Sevandija chama atenção no STF

, atualizado

Compartilhar notícia

STF pode julgar, ainda no primeiro semestre, a legalidade de escutas da Sevandija
STF pode julgar, ainda no primeiro semestre, a legalidade de escutas da Sevandija - Foto: Fellipe Sampaio/STF
STF pode julgar, ainda no primeiro semestre, a legalidade de escutas da Sevandija - Foto: Fellipe Sampaio/STF

A Câmara de Ribeirão Preto e o STF (Supremo Tribunal Federal) vivem seus últimos dias de recesso. Ambos têm pautas que prometem aquecer o cenário político da cidade, em especial por conta do ano eleitoral.

Os dois órgãos paralisaram suas sessões em dezembro e vão retomá-las no início de fevereiro.

No Legislativo, a expectativa é de retomada de uma das principais pautas da primeira parte do governo Ricardo Silva (PSD): a permuta de imóveis com o Colégio Marista para a implantação de um novo Centro Administrativo Municipal.

Apresentado com pedido de votação em regime de urgência, o projeto foi retirado após o valor dos bens envolvidos na troca - a sede do colégio, no Centro, e um terreno da prefeitura na Avenida Braz Olaia Costa - geraram polêmica.

O prefeito pediu a retirada do texto, alegando esperar por uma avaliação independente do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

Fontes da administração garantem que o projeto será reapresentado assim que o laudo do conselho for juntado ao processo.

Já no Judiciário, figuras importantes da política ribeirão-pretana esfregam as mãos, esperando pelo julgamento sobre a legalidade das escutas telefônicas da Operação Sevandija, que atingiu o governo Darcy Vera em todos os seus escalões.

O julgamento teve início em setembro, com voto do ministro Nunes Marques pela legalidade das interceptações, mas foi paralisado por um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes.

A expectativa é de que o processo seja "devolvido" para julgamento a partir do dia 10 de fevereiro. O caso está na 2º turma do STF.