Franco confirma candidatura à presidência da Câmara, mas nega promessas

Vereador afirmou que são falsas as informações de que vai propor aumento no número de vereadores, 13º salário e fim do monitoramento da frota

, atualizado

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Emenda foi apresentada pelo vereador Franco Ferro
Emenda foi apresentada pelo vereador Franco Ferro - Foto: Thaisa Coroado/Câmara de Ribeirão Preto
Emenda foi apresentada pelo vereador Franco Ferro - Foto: Thaisa Coroado/Câmara de Ribeirão Preto

O vereador Franco Ferro (PP) confirmou nesta quarta-feira (04), ao Jornal Ribeirão, a intenção de disputar a presidência da Câmara de Ribeirão Preto. O parlamentar, contudo, nega ter prometido aos colegas o aumento do número de vereadores dos atuais 21 para 27, a implantação do 13º salário aos edis e o fim do monitoramento da frota de veículos da Casa por GPS.

“Nunca fiz qualquer tipo de oferta ou negociação nesse sentido. Quem conhece o Regimento Interno da Câmara sabe que qualquer vereador pode apresentar propostas dessa natureza, não necessariamente teria que ser presidente para que esses projetos entrassem em pauta na casa. Sobre o fim do GPS, nunca ouvi essa discussão dentro da Câmara. Inclusive, votei a favor da implantação do sistema. Portanto, essa informação não faz sentido”, disse.

O parlamentar também rebateu as críticas, feitas por outros vereadores, de que teria “queimado a largada” ao se lançar precocemente para a disputa.

“Sim, sou candidato. Já tive a oportunidade de presidir a Câmara e pretendo exercer um segundo mandato. Não considero que houve queima de largada. Inclusive, ouvi esse comentário do meu próprio adversário, mas não compartilho dessa opinião”, completou.

O Jornal Ribeirão apurou que a movimentação de Franco para se viabilizar como próximo presidente da Câmara fez “ressurgir” a possibilidade de Daniel Gobbi (PP), atual presidente, ser reeleito.

Confira a entrevista de Franco Ferro, na íntegra:

Jornal Ribeirão: Muitos vereadores com quem conversei disseram que houve "queimada de largada" na sua campanha. Concorda? Acha que isso aumentou resistências ao seu nome?

Franco: Não considero que houve queima de largada. Inclusive, ouvi esse comentário do meu próprio adversário, mas não compartilho dessa opinião.

Oito vereadores confirmaram o teor das promessas - fim do GPS, 13, 27 vereadores e maior independência em relação ao MP. Na medida em que o senhor nega essa realidade, atribui isso a uma eventual situação orquestrada para prejudicar sua candidatura?

Franco: Mais uma vez, reafirmo que nunca fiz essas promessas. Quem conhece o funcionamento da Câmara sabe que qualquer vereador pode apresentar projetos, e a aprovação depende do voto dos parlamentares, não de uma decisão isolada do presidente. Sobre o GPS, mantenho a mesma resposta que já dei. Quanto à possibilidade de ser algo orquestrado, acredito que sim e até imagino de onde possa estar partindo, mas prefiro não fazer acusações sem provas.

Havia um combinado entre o grupo do Isaac e o MDB que daria a presidência ao Moreno em 2027 e Danilo em 2028. Considera que esse acordo foi superado?

Franco: Desconheço esse acordo. Acredito que o próprio Isaac seja a pessoa mais indicada para esclarecer essa informação.