Vencedores e derrotados miram 2028 e devem acirrar disputa

Duda Hidalgo e Isaac Antunes, eleitos deputados, são opções para prefeitura; Nogueira, Marco Aurélio e Hágara estão no páreo

, atualizado

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Mal terminada a eleição legislativa de 2026, o cenário político já começa a se mobiliar...para 2028. E as peças do tabuleiro político prometem uma disputa que tem tudo para ser acirrada nas próximas eleições municipais. Ao mesmo tempo, complicam a vida do prefeito Ricardo Silva (PSD): a eleição fortaleceu outros nomes com presença eleitoral na cidade e pode ampliar a concorrência pelo comando do município.

Se no MDB ninguém acredita na candidatura de Baleia Rossi, aliado de primeira hora do prefeito, os resultados das urnas em 2026 cacifam Duda Hidalgo (PT), que chega à Assembleia Legislativa com 154.953 votos no estado e foi a candidata a deputada estadual mais votada em Ribeirão, com 42.211 votos. E o tema já é tratado no partido: ela própria afirmou que, embora seja cedo para tratar do assunto, não descarta a possibilidade.

Mas Duda está longe de ser a única. Marco Aurélio, do Novo, é outro desses nomes. Derrotado por Silva no segundo turno de 2024, recebeu 23.024 votos em Ribeirão na disputa para deputado federal, mas não se elegeu. A votação mantém sua presença no cenário local e pode servir de ponto de partida para uma nova tentativa de chegar à Prefeitura — embora candidatura e apoio partidário ainda dependam de articulações futuras.

Isaac Antunes, por sua vez, sai das urnas em posição diferente: foi eleito deputado estadual pelo PL, com 61.953 votos no estado e 31.312 em Ribeirão. O mandato na Alesp pode ampliar sua projeção e oferecer uma nova vitrine política. Hoje integrante da base de apoio de Silva, o presidente local do PL nunca escondeu a ambição de ser prefeito da cidade. Resta saber se irá apresentar o nome na próxima eleição. Ele não comenta o assunto.

MAIS CANDIDATOS

Hágara do Pão de Queijo, do Avante, não conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas recebeu 16.107 votos na cidade e 29.028 no total. O resultado o mantém entre os nomes com votação local relevante, embora ainda seja necessário avaliar se conseguirá converter esse apoio em estrutura política e competitividade para uma disputa majoritária.

A sombra de Duarte Nogueira também permanece no tabuleiro. O ex-prefeito, do PSD — ao menos por enquanto — concorreu a deputado federal e não se elegeu, apesar dos 42.711 votos no estado, dos quais 17.776 foram em Ribeirão. A derrota pode deixá-lo disponível para uma nova disputa municipal, mas também abre uma questão partidária: que espaço terá no PSD e como se posicionará diante do prefeito Ricardo Silva?

"Vou ouvir muita gente, conversar com muita gente, na política e nas entidades. Ouvir prefeitos, conversar com as pessoas, e pensar muito. Como peça de destaque ou acompanhando as eleições, vai ser divertido", afirmou Nogueira, sem confirmar - ou negar - a intenção de concorrer.

COMPLICAÇÃO

O quadro, portanto, apresenta boas notícias para quem busca alternativas ao atual prefeito: há nomes competitivos em diferentes campos políticos, e Duda Hidalgo sai especialmente fortalecida.

"Para Ricardo, a eleição não representa uma derrota direta, mas funciona como alerta. Em 2028, o desempenho de sua gestão, a capacidade de manter aliados e as decisões desses possíveis concorrentes serão tão importantes quanto os votos que cada um acumulou agora", avalia o cientista político Maximiliano Vicente.