'Nunca vi um jogo tão sujo': política entra em espiral de ataques em RP

Ameaças, denúncias, devassa da vida particular e uso intensivo das redes sociais dão o tom da nova política na cidade; política destrutiva vira regra e produz escândalos em série

, atualizado

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Alessandro Maraca e Ricardo Silva, após eleição: ambos são alvos de rede de boataria nas redes sociais
Guerra de prints entre Ricardo Silva e Maraca deixou um 'climão' na prefs - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Guerra de prints entre Ricardo Silva e Maraca deixou um 'climão' na prefs - Foto: Reprodução/Redes Sociais

"Em mais de 30 anos convivendo diretamente com políticos, nunca vi um cenário de jogo tão sujo." Assim, um decano da política de Ribeirão definiu a profusão de acusações, boatos e trocas de farpas entre autoridades e postulantes, que tomaram conta das redes sociais e da vida cotidiana dos moradores. Como em um grande reality show, a população acompanha os desdobramentos com atenção.

Os exemplos são variados. Só nas últimas semanas, foram pelo menos três casos do tipo. Houve a divulgação de um suposto relacionamento extraconjugal do vice-prefeito Alessandro Maraca (MDB), com direito à acusação de nomeação da suposta amante para um cargo público; o vereador Sargento Lopes (PL) divulgou vídeo ameaçando expor "tudo o que tem" contra um "vereador cassado" — referência a Lincoln Fernandes —; e a Justiça determinou que o influenciador Hagara do Pão de Queijo, o mesmo responsável pelas denúncias envolvendo Maraca, retirasse do ar vídeos nos quais ofende o prefeito Ricardo Silva (PSD).

Isso para não falar do "vazamento" de prints - sem autenticidade confirmada - falando de supostas preferências sexuais de integrantes do primeiro escalão do governo, além de uma profusão de relacionamentos extraconjugais de políticos. Tudo isso em apenas uma semana.

Se retroagirmos ao início do ano, além da cassação de Lincoln, houve vídeos nos quais assessores do ex-vereador, gravados por um assessor de Isaac Antunes (PL), confirmariam um esquema de rachadinha no gabinete; fogo amigo na Câmara indicando possíveis irregularidades envolvendo o seguro do veículo de Vila Abranches (PSDB); denúncia de assédio sexual contra um assessor de Isaac Antunes dentro da Câmara; além de uma infinidade de vazamentos sobre supostas irregularidades envolvendo viagens de vereadores.