Após depoimento 'quase secreto', Lincoln vê 'armação'

Depoimento foi marcado com apenas 15h de antecedência, não foi divulgado e não teve transmissão ao vivo; 'alfinetados' não comentam

, atualizado

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O vereador Lincoln Fernandes (PL) prestou, nesta terça-feira (28), depoimento na fase final da comissão processante que apura a denúncia de suposta rachadinha em seu gabinete e classificou a condução da comissão como uma "armação". A audiência ocorreu sem transmissão pela TV Câmara, sob a alegação de falta de energia no prédio.

Outro ponto que chamou atenção foi a organização da sessão: a data da oitiva foi definida apenas no início da noite de segunda. O dia escolhido foi a manhã de terça, 9h. Não houve, ainda, comunicação oficial à imprensa ou aos munícipes.

Segundo Fernandes, a ausência de transmissão da oitiva e a falta de aviso prévio reforçam a suspeita de que houve interesse político para constrangê-lo e impedir que sua versão chegasse ao público em tempo real. O vereador solicitou ao Legislativo para que a transmissão ocorresse. Nem a Câmara nem a responsável pela comissão, Judeti Zili (PT), comentaram.

"A minha versão constrange alguns membros da Câmara, pois está comprovado que tudo foi uma armação. Por isso, o interesse em não mostrar o meu lado da história", afirmou o vereador, ao sustentar que a denúncia teria sido explorada politicamente por Isaac Antunes (PL) e por Samuel Prisco, ex-coordenador de comunicação do Legislativo ligado ao parlamentar.

OUTRO LADO

A Câmara foi procurada, através de seu assessor de imprensa, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem nem esclareceu os problemas técnicos enfrentados.

A presidente da comissão processante, Judeti Zili, também foi procurada, pelo seu whatsapp, e também não se manifestou sobre a marcação da oitiva e a falta de divulgação oficial do depoimento.

Isaac Antunes e Samuel Prisco, por sua vez, não comentaram a acusação de possível uso e motivação política da denúncia