Ministério Público denuncia ‘Esquerdogata’ por três crimes

Promotoria pediu a abertura de ação penal contra a influenciadora por injúria racial, desacato e resistência

, atualizado

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Aline Bardy Dutra, a militante conhecida como
Aline Bardy Dutra, a influenciadora e militante conhecida como "Esquerdogata" - Foto: Foto Web
Aline Bardy Dutra, a influenciadora e militante conhecida como "Esquerdogata" - Foto: Foto Web

O Ministério Público Estadual em Ribeirão Preto apresentou nesta semana à Justiça denúncia (acusação criminal formal) contra a professora e influenciadora digital Aline Bardy Dutra, conhecida como “Esquerdogata”, pelos crimes de injúria racial, desacato e resistência. A acusação e baseada nas conclusões de um inquérito, conduzido pela Polícia Civil, após a prisão da influencer, em outubro do ano passado.

Ela foi detida após uma confusão com dois policiais militares que faziam uma fiscalização de trânsito na área central de Ribeirão. Segundo o MP, ela questionou a abordagem de uma pessoa negra e, sem seguida, passou a ofender um dos agentes com elementos raciais.

“Nesse contexto, a denunciada passou a afirmar que os policiais só abordavam pessoas pretas, e, ao olhar para o policial Vinícius exercendo suas funções, disse para ele, em tom racista: “um preto fodendo outro preto”, diz um trecho da denúncia, assinada pelo promotor de justiça Paulo César Souza Assef.

Questionada pelos policiais, a influenciadora ainda teria debochado da condição social dos servidores. “Idiota, imbecil, vai tomar no cu; você nasceu no Quintino, né? Você sabe quem eu sou? Vocês ganham três mil reais por mês; com o dinheiro que eu tenho amanhã eu saio”, afirmou.

Aline foi intimada a prestar depoimento no inquérito que investigou o caso, mas se manteve em silêncio durante o depoimento. Pelas redes sociais, ela negou a ocorrência de injúria racial, mas admitiu ter desacatado os agentes.

Durante a investigação, a defesa dela alegou problemas com álcool e pediu que a influenciadora seja a submetida a uma perícia para avaliação de sanidade mental. A perícia está marcada para o dia 4 de março.

Rito

Para que o inquérito seja convertido em ação penal, a denúncia oferecida contra a Esquerdogata precisa ser aceita por um juiz, que deve avaliar a existência de indícios de materialidade (a ocorrência dos crimes em si) e de autoria.

Se a denúncia for aceita, a influenciadora deixa de ser investigada e passa a ser ré.

O Jornal Ribeirão não conseguiu contato com a defesa de Aline Bardy nesta quinta-feira.