Após 'pobrice' e demitir assessor, Rodini encara pedido de cassação
Conversa vazada de grupo de trabalho do parlamentar motivou acusação; parlmentar vê motivação política e pode encarar ação por assédio moral
, atualizado
Compartilhar notícia
A crise envolvendo o vereador André Rodini (Novo) ganhou novos contornos e pode sair da polêmica retórica para entrar no campo jurídico. O ex-assessor de comunicação Alexandre Meirelles Nogueira Ribeiro estuda acionar a Justiça contra o parlamentar por coação trabalhista e difamação, após ser desligado do gabinete em outubro de 2024.
Segundo Ribeiro, Rodini teria determinado que ele "pedisse exoneração", numa tentativa de caracterizar a saída como voluntária. A orientação, registrada em mensagens internas, é o principal fundamento da possível ação judicial. Para o ex-assessor, a exoneração teria caráter retaliatório.
O embate se intensificou após a divulgação de uma mensagem atribuída a Rodini em grupo de WhatsApp do gabinete, no dia 29 de setembro de 2024, ao comentar a festa dos 125 anos do Mercadão Central: "Vai ter pobre fazendo pobrice lá? Pegando bolo com balde?". A frase motivou pedido de investigação por quebra de decoro, protocolado por Ribeiro na Câmara em 15 de janeiro, e nota pública de repúdio da Acomecerp, que classificou o comentário como ofensivo ao caráter popular do espaço.
Em janeiro de 2026, Ribeiro denunciou o caso ao Legislativo, que dever analisar o pedido de cassação do mandato por quebra de decoro.
REAÇÃO
Rodini reagiu afirmando que a mensagem era um "meme corriqueiro da internet", sem conotação preconceituosa, e que as críticas da entidade teriam motivação política. Também passou a justificar a demissão do assessor com alegações de baixo desempenho.
Ribeiro, por sua vez, apresentou prints de mensagens enviadas pelo próprio Rodini um dia após a polêmica, nas quais é descrito como "o melhor profissional de mídia da Câmara", além de planilhas que indicariam crescimento de 177% nas redes sociais do mandato durante sua gestão.