Após declaração sobre indústria da multa, Ricardo é alvo de repúdio
Sindicato dos marronzinhos fez declaração pública na qual questionou prefeito; apesar da polêmica, fiscalização ainda não foi desativada
, atualizado
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As redes sociais continuam dando "dor de cabeça" ao prefeito Ricardo Silva (PSD). A bola da vez é uma nota de repúdio, divulgada pelo Sindicato dos Viários e Trabalhadores em Fiscalização de Trânsito, depois que o prefeito anunciou, no fim do ano, o fim da fiscalização por radares móveis, associando a modalidade à chamada "indústria da multa". A RP Mob, que gerencia o trânsito, não comentou.
O prefeito prometeu acabar com a modalidade, mas irá instalar mais de 155 radares fixos, conforme divulgou, com exclusividade, o Jornal Ribeirão.
Segundo a administração municipal, a mudança faz parte de uma reformulação da política de fiscalização eletrônica, que passará a priorizar radares fixos, lombadas eletrônicas e dispositivos híbridos, distribuídos em pontos considerados críticos da cidade. A Prefeitura afirma que o objetivo é tornar a fiscalização mais educativa, previsível e focada na redução de acidentes.
Em nota pública, o Sindicato criticou duramente o discurso do prefeito e afirmou que a fala deslegitima o trabalho dos agentes, que atuam com base na legislação federal, que autoriza o uso de radares móveis.
"Se ele é a verdadeira autoridade de trânsito, ele tem que saber que os agentes estão trabalhando e têm seus afazeres. Se ele não quer mais que se utilize o radar móvel, basta pegar dentro das incumbências dele e editar um decreto no município, de Ribeirão Preto, para que os agentes não usem mais essa forma de fiscalização", afirmou.
Ricardo, por sua vez, divulgou novo vídeo no qual afirma que não é papel do Sindicato defender modelo de fiscalização, como no caso dos radares móveis. "Ao contrário do que eles [o Sindicato] falam, é o fim dos radares móveis que vai dar mais respeito aos agentes de trânsito", disse, no video.