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A corrida eleitoral entra em uma etapa decisiva. Nos próximos dias, serão consolidadas as candidaturas que disputarão os votos dos brasileiros nas eleições de outubro. O prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começa oficialmente no dia 16.
Mais do que acompanhar a movimentação dos partidos, este é o momento de a sociedade começar a discutir que tipo de representação deseja construir. Afinal, a resposta virá das urnas — e ela será dada por cada eleitor, no silêncio da cabine de votação, mas com consequências concretas para toda a cidade.
Ribeirão Preto vive, mais uma vez, um cenário preocupante. Embora existam nomes colocados na disputa, são poucas as candidaturas competitivas de políticos da própria cidade capazes de alcançar uma votação expressiva para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Essa ausência de força eleitoral local pode custar caro.
Quando Ribeirão Preto elege representantes identificados com suas necessidades, perde espaço nas decisões que definem investimentos, obras, programas públicos e prioridades para a região. Perde capacidade de diálogo com os governos federal e estadual. Perde influência na definição do orçamento e na formulação de políticas que afetam diretamente a vida dos moradores.Não se trata de defender um candidato específico. Tampouco de transformar o voto em obrigação de origem. O eleitor é livre para escolher quem considera mais preparado, mais ético e mais comprometido com o interesse público.Mas é preciso reconhecer que o voto também tem uma dimensão coletiva.
Uma cidade do tamanho e da importância de Ribeirão Preto não pode aceitar passivamente que suas demandas sejam representadas apenas por políticos de outras regiões. É legítimo esperar que os candidatos locais apresentem projetos, assumam compromissos públicos e demonstrem capacidade de representar a cidade para além do período eleitoral. Também é responsabilidade dos eleitores superar a lógica do voto desatento, do voto por amizade, do voto por indicação ou do voto baseado exclusivamente em mensagens de redes sociais. A escolha precisa considerar trajetória, propostas, coerência, preparo e compromisso com a população.
A política não se faz apenas em Brasília ou nos plenários da Alesp. Ela começa nas ruas, nos bairros, nas conversas de família, nas entidades de classe, nas escolas, nas igrejas, nas empresas e nos espaços comunitários.É nesses ambientes que o eleitor pode perguntar: quem está preparado para representar Ribeirão? Quem conhece os problemas da cidade? Quem tem condições de abrir portas e defender os interesses da região?
O Jornal Ribeirão abraça novamente a campanha "Voto Legal é Voto Local" porque acredita que a democracia se fortalece quando o eleitor conhece os candidatos, acompanha suas propostas e compreende o impacto de suas escolhas. Ribeirão Preto não pode continuar perdendo oportunidades por falta de articulação, união e participação. A cidade precisa transformar seu peso econômico, social e regional em força política.A resposta está nas mãos do eleitor.