Menos é Mais: ‘Pagode voltou a influenciar a música brasileira’
Com show marcado para este sábado em Ribeirão Preto, grupo concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Ribeirão
, atualizado
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Ribeirão Preto recebe neste sábado (11), o Churrasquinho Menos é Mais, um dos principais projetos musicais do Brasil na atualidade. Capitaneado pelo grupo que dá nome ao evento, ele acontece no estádio Palma Travassos, a partir das 14h.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Ribeirão, Duzão, Gustavo Goes, Paulinho Félix e Ramon Alvarenga falam sobre o momento atual do pagode, a expectativa para o show e o futuro da banda.
1. O pagode vive um momento muito especial, com eventos cheios, novos talentos surgindo e grupos clássicos retornando com força. Vocês acreditam que é o melhor momento da história do gênero?
Goes: A gente acredita que sim, é um momento muito especial pro pagode. E muito disso vem da base que foi construída lá atrás, principalmente nos anos 90, que abriram caminho pra tudo que a gente vive hoje.
Pra gente, claro, é uma fase incrível, com músicas como P do Pecado, Coração Partido e Pela Última Vez chegando forte. Mas é importante dizer que não é um crescimento isolado! É o pagode como um todo que vem numa crescente já há alguns anos.
Isso fica muito claro não só nas plataformas digitais, mas principalmente na rua. O pagode tem uma força muito grande de mobilizar as pessoas, de fazer a galera sair de casa pra viver o show, seja num barzinho pequeno ou em eventos gigantes.
Hoje você vê projetos e eventos que arrastam multidões, como o próprio Churrasquinho, a Tardezinha, Sorriso As Antigas, Numanice… tudo isso mostra o tamanho que o gênero tomou de novo.
E junto com esse crescimento, dá pra sentir também o quanto o pagode voltou a influenciar diretamente a música brasileira. No fim das contas, é um som que faz parte da nossa identidade, da nossa cultura.
2. O grupo vem emplacando hits estrondosos nos últimos anos. Qual música vocês sentem que se tornou o hino oficial desse projeto e que não pode faltar de jeito nenhum?
Duzão: É difícil escolher só uma, mas não tem como falar do Churrasquinho sem passar pelo nosso último audiovisual, o Churrasquinho 4, que a gente gravou em São Paulo. Esse projeto tem um peso muito grande pra gente, principalmente por trazer músicas autorais que conectaram muito com o público.
“Brinda Aê” é uma dessas que virou praticamente um hino, fala muito com o dia a dia do trabalhador brasileiro, então a identificação é imediata.
Mas, ao mesmo tempo, o nosso show também vive dos clássicos que a galera já abraçou. Então podem esperar um repertório bem eclético, com hits mais recentes e aquelas músicas que não podem faltar de jeito nenhum.
3. Para quem já participou de algum show de vocês em um formato diferente do churrasquinho, que surpresa o evento deste sábado reserva?
Paulinho: Quem já viu a gente em outros formatos pode esperar uma experiência diferente, porque o Churrasquinho tem uma essência muito própria. É um show mais próximo, mais leve, com aquela sensação de roda de pagode mesmo, literalmente um churrasco entre amigos, onde tudo acontece de forma mais natural.
A principal surpresa está justamente nessa energia: a gente consegue se conectar de um jeito mais direto com o público, brincar mais com o repertório e criar momentos únicos ali na hora.
Além disso, sempre rolam adaptações no setlist, músicas que às vezes não entram em outros shows e algumas surpresas que a gente prepara especialmente pra aquele dia. É o tipo de evento que cada edição acaba sendo única. Só quem vive sabe!
4. Vocês têm tido sucesso nas gravações em parceria. Tem algum novo feat em vista? Algum artista que vocês sonham em gravar junto e ainda não rolou?
Ramon: A gente vem vivendo um momento muito especial com as parcerias, que sempre fizeram parte da nossa caminhada. Sobre sonhos, a gente ainda tem muitos. O pagode é um gênero muito aberto pra troca, então a gente se imagina gravando com artistas de diferentes estilos, não só do pagode, mas também de outros segmentos da música brasileira, fazendo essa grande mistura que tá no nosso DNA.
No fim das contas, o mais importante pra gente é que seja uma conexão verdadeira. Quando rola identificação, a música acontece de um jeito muito mais especial.
Serviço
Churrasquinho Menos é Mais
Local: Estádio Palma Travassos (Comercial)
Horário: a partir das 14h
Ingressos: ingresse.com