Vai vender o carro? Veja 6 cuidados para não cair em golpes na negociação

Aquecimento do setor amplia oportunidades de negócio, mas também exige atenção redobrada diante do avanço das fraudes envolvendo anúncios e documentos

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A negociação de veículos usados pelas plataformas digitais nunca foi tão simples e, ao mesmo tempo, tão suscetível a fraudes. Em um cenário de mercado aquecido, criminosos têm aperfeiçoado golpes que envolvem comprovantes de pagamento falsos, documentos adulterados e perfis fictícios, exigindo atenção redobrada de quem pretende fechar negócio.

Segundo Miguel Henrique Souza, CEO de uma franchising especializada em intermediação de venda de veículos no Brasil, o desejo de vender rapidamente faz com que muitos proprietários deixem de adotar medidas básicas de segurança.

"A maioria dos golpes acontece porque o vendedor acredita que uma proposta muito vantajosa ou uma negociação extremamente rápida é sinônimo de bom negócio. Na prática, é justamente nesses momentos que é preciso redobrar a atenção", afirma.

Para evitar prejuízos, o executivo reuniu seis orientações para quem pretende vender um veículo.

Nunca entregue o veículo antes da conclusão da transferência

Um dos erros mais comuns é liberar o carro antes que toda a documentação esteja regularizada e o pagamento tenha sido efetivamente compensado. "O ideal é entregar o veículo somente depois que o dinheiro estiver disponível na conta e a transferência de propriedade tiver sido formalizada. Promessas de pagamento ou comprovantes enviados por aplicativos não substituem a confirmação bancária", alerta Miguel Souza.

Desconfie de quem tem muita pressa

Golpistas costumam criar um senso de urgência para impedir que a vítima analise a negociação com calma.

"Quem realmente está interessado costuma fazer perguntas sobre o veículo, pedir tempo para avaliar a documentação e até negociar valores. Quando existe uma pressa exagerada para fechar negócio, vale acender o sinal de alerta", diz o CEO de Vaapty.

Considere a intermediação especializada

Para quem deseja mais segurança durante todo o processo, recorrer a empresas especializadas pode reduzir significativamente os riscos.

"A intermediação profissional elimina toda essa vulnerabilidade da negociação direta. Além da avaliação técnica do veículo, há análise documental, validação das partes envolvidas, suporte jurídico e acompanhamento de todas as etapas da venda. Isso oferece muito mais tranquilidade tanto para quem vende quanto para quem compra", destaca o CEO.

Prefira pagamentos rastreáveis

Receber em espécie pode dificultar a comprovação da transação e aumentar os riscos. A recomendação de Miguel é priorizar transferências bancárias ou PIX identificados e somente considerar a venda concluída após a confirmação definitiva da operação pela instituição financeira.

Verifique a identidade do comprador

Antes de avançar na negociação, é importante solicitar documentos e conferir se as informações são verdadeiras.

"Hoje existem diversas ferramentas que ajudam a validar dados pessoais e evitar fraudes. Alguns minutos de conferência podem evitar um prejuízo significativo", explica.

Escolha locais seguros para mostrar o veículo

Test drives e encontros devem acontecer em locais públicos, movimentados e monitorados por câmeras. Também é recomendável estar acompanhado por outra pessoa e evitar informar o endereço residencial logo no primeiro contato.

Para Miguel, a evolução das vendas digitais deixou o processo mais prático no mercado automotivo, mas por outro lado, muito mais vulnerável. "Os golpistas estão cada vez mais preparados e exploram justamente a confiança e a pressa de quem quer vender. Por isso, adotar procedimentos de segurança, verificar todas as informações e contar com apoio especializado quando necessário são medidas fundamentais para proteger o patrimônio e concluir a negociação com tranquilidade", conclui.