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A maior parte desse movimento está concentrada nos principais polos urbanos da região. Ribeirão Preto, sozinha, responde por mais da metade do valor renegociado. Somada a Sertãozinho, Mococa, Jaboticabal e Batatais, a cidade integra o grupo de cinco municípios que concentram 75,1% de todo o montante contratado na região. O tíquete médio das operações ficou em R$ 1.849, muito próximo da média brasileira, de R$ 1.879. Para os analistas do IEMB-Acirp, esse perfil revela a predominância de dívidas de consumo de menor valor, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, exatamente o tipo de passivo mais comum entre famílias de renda mais baixa.
O estudo aponta ainda que, como se trata de refinanciamento, o alívio financeiro chega de maneira gradual. Na prática, o efeito mais visível sobre o consumo deve aparecer apenas mais adiante, no fim de 2026. A recomendação aos empresários, por isso, é de cautela. "O programa abre uma oportunidade real para comércio e serviços, mas não altera de forma estrutural o padrão de demanda da região", avalia a instituição.