'Briga por postes' deixa sem Internet bairro da zona Sul de RP

CPFL retirou cabos de conexão de sete operadores após apontar irregularidades; prefeitura diz que atendeu moradores

, atualizado

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Funcionários da concessionária de energia elétrica retiraram cabos de Internet dos postes
Funcionários da concessionária de energia elétrica retiraram cabos de Internet dos postes - Foto: Reprodução/redes sociais
Funcionários da concessionária de energia elétrica retiraram cabos de Internet dos postes - Foto: Reprodução/redes sociais

Moradores e comerciantes do bairro City Ribeirão, na Zona Sul de Ribeirão Preto, tiveram o sinal de Internet cortado no início desta semana após a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) retirar de seus postes os cabos de conexão de sete operadoras.

A empresa de energia elétrica afirma ter sido notificada pela Prefeitura sobre o uso irregular de sua estrutura pelas empresas de tecnologia. Já a administração municipal relata ter recebido reclamações da associação de moradores sobre o "risco" provocado por fios irregulares e repassado essa informação para a CPFL.

"Foram notificadas as empresas INS IDESIGN TECNOLOGIA, GVT, CLARO, VIVO/TELEFÔNICA, NICNET, SKYNET TELECON e ALGAR, que tiveram prazo de 15 dias para regularizar a ocupação. O prazo venceu sem que a irregularidade fosse corrigida", afirmou a concessionária de energia, através de sua assessoria de imprensa.

Ainda de acordo com a concessionária, normas da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) permitem a retirada em caso de falta de manutenção e risco à segurança.

"A CPFL Paulista esclarece que, conforme as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), cabe a cada operadora de telecomunicação garantir que seus cabos permaneçam dentro dos padrões técnicos e de segurança estabelecidos pela regulamentação. O uso dos postes é cedido pela distribuidora, mas a manutenção da infraestrutura de telecomunicação é responsabilidade exclusiva da operadora ocupante. O descumprimento dessas obrigações autoriza a CPFL Paulista, por meio de ofício, a remover os ativos irregulares de sua rede", conclui a nota encaminhada ao Jornal Ribeirão.