'Hagara monetiza com a balbúrdia que ele próprio cria', afirma juiz

, atualizado

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O juiz Armênio Duarte Neto, autor da sentença que condenou Hagara, pegou pesado ao qualificar as ações do influenciador. Ao comentar os vídeos e provas do processo, o magistrado afirmou haver provas cabais da conduta ilícita do pré-candidato a deputado.

"Sua atuação não é espontânea nem desprovida de cálculo; é uma operação deliberada de deslegitimação institucional e destruição reputacional, instrumentalizada para acúmulo de capital digital, seguidores, engajamento, influência às custas do serviço público e da dignidade alheia. Em resumo: o réu Hagara monetiza com a balbúrdia que ele próprio cria e espalha no ambiente virtual, às custas da honra alheia", disse o magistrado, na sentença.

O magistrado determinou, ainda, a retirada do ar de todos os vídeos nos quais Hagara abordou a fiscalização promovida por servidores municipais e exigiu que ele não faça novas postagens com conteúdo similar, sob pena de multa de R$ 50 mil por evento.