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Em abril de 2025, 10 meses antes da morte, o Conselho Tutelar de Itapetininga comunicou formalmente ao Conselho Tutelar III de Ribeirão Preto sobre o recebimento de relato, segundo o qual a criança apresentava sinais de maus-tratos, estava muito magra e com marcas pelo corpo. A denúncia foi feita pela avó materna da criança, que morava em Itapetininga e fez contato com a neta por meio de chamada de vídeo.
Apesar disso, não há na Semas (Secretaria municipal de Assistência Social) nenhum registro de atendimento de Sophia em nenhum órgão da rede municipal de proteção à criança e adolescente. A menina também não frequentava a escola, já que não há registros dela na Secretaria municipal de Educação.
Para o Ministério Público, as conselheiras descumpriram deveres legais e regimentais inerentes ao cargo ao deixarem de adotar providências básicas para proteger a criança, conduta que evidencia, segundo a instituição, falta de aptidão para o exercício da função.