'Foi puro terror, achei que ia morrer', diz enfermeira

, atualizado

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A enfermeira agredida conversou, com exclusividade, com o Jornal Ribeirão e pediu para não ser identificada. Em relato emocionado, afirmou estar abalada física e emocionalmente após a agressão sofrida durante o atendimento.

De acordo com a enfermeira, no momento da agressão realizava os atendimentos normalmente. e que a paciente chegou alterada e começou a falar alto no corredor da unidade. "Quando pedi que ela aguardasse, ela arrancou o papel da minha mão, amassou e esfregou na minha cara. Foi nesse momento que fui agredida fisicamente", contou.

Ainda segundo o relato, a paciente apertou seu pescoço e a empurrou contra a parede."Estou com lesões nas costas, que foram fotografadas e registradas", afirmou. A profissional disse que outros pacientes que estavam na UBS ajudaram a conter a situação e acionaram a Guarda Civil Metropolitana. Além dos ferimentos, a enfermeira afirma que o episódio agravou uma condição de saúde pré-existente relacionada ao estresse."Por causa dessa violência que sofri hoje, estou com muita dor no corpo e nos membros. Fui medicada e só agora consegui falar", disse.

Ela afirmou que ainda não consegue relembrar o episódio."Estou muito abalada emocionalmente. Toda vez que começo a pensar no que sofri eu não consigo falar, começo a chorar", afirmou. A profissional ainda lamentou o impacto da violência sobre sua relação com a profissão. "É devastador passar por isso no exercício da nossa profissão. Eu sempre trabalhei com amor e entrega ao serviço público. Hoje o sentimento é de exaustão, de dor e de um medo profundo de parar de fazer o que sempre fiz com tanto carinho", concluiu.